6 Formas de Ser Mais Resiliente

6 Formas de Ser Mais Resiliente

Hoje, vamos analisar várias estratégias para implementar no dia a dia para te tornar mais resiliente, para te tornares uma pessoa menos frágil que fica mais forte a cada desafio

Na publicação anterior descrevemos a resiliência como a capacidade de enfrentar, suportar e, inclusive, ficar mais fortes com os desafios que a vida nos apresenta.

Noutros tempos, o indivíduo procurou a forma de se tornar mais resiliente.

Conflitos de hoje em dia

O conflito que vivemos diariamente é que, quanto mais avançados somos em relação às possibilidades e tecnologias, menos resilientes em relação aos obstáculos parecemos ser. Tornamo-nos numa sociedade tão inteligente e avançada como branda e frágil, na área psicológica e física.

Muitas destas estratégias provêm da filosofia estóica. Filósofos como Marco Aurélio deixaram-nos um legado de indicações para a vida quem atualmente, são tanto ou mais do que no momento em que foram criadas.

Sabedoria

Sabedoria antiga para os tempos modernos

Outras são simplesmente o resultado das observações no dia a dia e do método de tentativa e erro. Por isso, certamente que tu, leitor, poderás apresentar outras formas de melhorar a tua resiliência, por isso, convido-te a que o faças na secção dos comentários

Visão negativa: o que é que pode acontecer de pior?

Uma das práticas mais apelativas e maquiavélicas dos estóicos consistia em ver com regularidade situações catastróficas ou viver situações de stress, como a perda de um ente querido, de uma relação sentimental ou de uma pertença muito querida.

Será que estamos a ficar malucos?, espera…

Quem não se encontra familiarizado com esta estratégia pode pensar na inutilidade de «sofrer sem necessidade» ao imaginar estas situações. Apesar disso, se lhe deres uma oportunidade, verás que é uma prática bastante benéfica.

O que acontece por vários motivos, sendo o mais importante o facto de quando vemos e sentimos a perda em questão, de imediato começas a valorizá-la ainda mais quando perceberes que continuas a ter essa pessoa ou pertença a teu lado.

Na maioria dos casos, os indivíduos cometem um erro grave que é o “preconceito da permanência ilusória” e que consiste precisamente em dar por garantido aquilo que tens hoje junto a ti, vai estar sempre junto a ti. O que nos leva a valorizar cada vez menos o bem precioso à medida que o tempo passa. Implica uma adaptação hedónica que passa uma fatura, porque um dia este bem precioso já não estará a teu lado.

Por isso, senta-te, fecha os olhos, e tenta imaginar durante 5 minutos na tua cabeça:

  • Sem esta casa bonita
  • A dormir na rua no dia 2 de março
  • No funeral de um ente querido, a chorar a sua perda inesperada
  • Sem pernas e numa cadeira de rodas
  • No hospital com um diagnóstico terminal

Gratidão

Acredita em mim, quando voltares a abrir os olhos, sentirás um sentimento genuíno de gratidão que pode fazer muito bem

O segundo dos motivos que justificam esta prática é que te preparam para a situação em causa, considerando-a, mesmo que seja de forma inconsciente, como uma possibilidade.

Uma possibilidade de que, caso ocorra, irá doer, mas irá doer mais ainda se não tiveres considerado esta possibilidade

Abstinência voluntária e intermitente

À segunda das técnicas a utilizar, denomina-se simplesmente de «abstinência voluntária». Refiro-me com isto ao facto de que, de forma involuntária e com uma periodicidade determinada, abster-te voluntariamente e rejeitar prazeres quotidianos àqueles que de outra forma terias dito que sim.

Ter o que queres quando queres gera somente fraqueza

Essa fatia de bolo, essa refeição deliciosa, essa hora a mais de sono ou esse capricho material desnecessário podem ser bons exemplos de objetos de abstinência. Este tipo de renúncia voluntária também constituía uma prática comum entre os antigos estoicos e trata-se apenas de adicionar algum equilíbrio ao hedonismo desmesurado que existe atualmente.

Em relação a isto, a prática de jejum intermitente, além de proporcionar benefícios cárdio metabólicos substanciais, também pode fornecer benefícios psicológicos deste tipo. Renunciar voluntariamente de forma temporal à comida pode libertar psicologicamente desta necessidade patológica pela mesma.

Estas pequenas renúncias farão com que dês mais valor à vida. Aquilo que apreciamos no dia-a-dia podemos deixar de apreciar de um momento para o outro. Este é o benefício mais direto da abstinência voluntária em qualquer aspeto da vida.

Abstinência voluntária

Vais aproveitar muito melhor esta sobremesa, esta tarde livre ou a hora de preguiça se for pouco frequente na tua rotina diária que aproveitas diariamente

Aquilo que é raro é precioso. Aquilo que é raro é desejado. Aquilo que é raro é melhor aproveitado.

Torna-te resiliente a cultivar o desapego dos bens materiais e a renunciar a eles por períodos limitados de tempo

Compreende o todo

Os indivíduos têm problemas através da compreensão dos factos como um todo interligado e, geralmente, prestamos somente atenção à história limitada que os nossos pensamentos nos contam.

Não ocorrem factos isolados e desligados. A realidade, aquilo que é, é uma interligação infinita de factos nos quais tu, num determinado momento, te sentes como protagonista:

  • É neste momento que o teu cérebro irá contar a «mentira da vítima».
  • Vai dizer-te porque é que isto está a acontecer contigo.
  • Vai comparar-te com o vizinho, que não é tão infeliz.
  • Vai inventar mil histórias sobre o motivo pelo qual isto não deveria estar a acontecer e porque é que tem tão pouca sorte.
  • Vai fazer-te sentir realmente mal.

Mas quando entenderes que aquilo que está a acontecer contigo neste momento determinado, faz parte de um todo infinitamente complexo, e no qual és somente uma pequena peça da engrenagem, a resistência que apresentamos perante uma catástrofe diminui.

Tem muito presente a insignificância da nossa vida. Até nomes como Galileu, Marco Aurélio o Da Vinci não significarão nada daqui a 100 000 ou 200 000 anos, um tempo que numa escala cósmica não é muito incomensurável.

Positivismo

A tua dor, a tua história, o teu sucesso, é somente importante para o teu micromundo e o dos outros. O que não vai acabar com o sofrimento de forma automática, embora possa retirar inércia a esta corrente de dor que estás a viver.

Relativiza a tua perda perante aquilo que te ultrapassa e que, sobretudo, pensa que tudo, o bom e o mau, passará

Como é que posso sair beneficiado desta situação?

Sim, em todas, absolutamente todas as situações, podes encontrar coisas positivas

Se tiver de ficar com uma estratégia específica, fico com esta. Perante qualquer catástrofe vital que possas viver, pergunta o seguinte: o que é que posso retirar desta situação?

  • Muitos presos em campos de concentração nazi tornaram-se ativistas da paz.
  • Pessoas que sofreram situações de abusos de qualquer tipo estão hoje a dar palestras para ajudar outras pessoas que passaram pelo mesmo.
  • Da mesma forma que as mulheres que viveram situações de violência de género.
  • Ou jovens que sofreram Bullying, como Jesús Vázquez.
  • Ou outros que sofreram abusos sexuales, como James Rhodes.

Vida

Todos têm em comum que souberam transformar-se em alquimistas do seu próprio sofrimento e souberam transformá-lo em algo positivo, ajudando os outros no caminho

Qualquer processo traumático, assim, com todo o vestígio de sofrimento que deixa com a sua passagem, contém a semente de algo positivo. Mas tens de o procurar. Tens de te perguntar sobre aquilo que podes retirar de tudo isto

Aceitar sem resistência aquilo que é

Grande parte da dor que sentes quando passas por uma fase difícil não reside no sucesso em si, mas na resistência interna que desenvolvemos de forma inconsciente perante a situação

Resistência e aceitação são opostos. Aceitar a situação como é pode parecer violento ou inaceitável para muitos, embora seja uma forma direta de diminuir a quantidade de dor diária. De eliminar camadas adicionais de martírio criadas pelo cérebro.

O que é, é. Isto é um facto. Aceitá-lo não significa que não possas fazer nada para mudar a situação, se estiver na tua mão fazê-lo.

Aceitação

Aceitá-lo significa não oferecer mais resistência interna à situação, porque esta resistência não altera a situação, mas gera ainda maior sofrimento

Por isso, aceitar não é um ato de fraqueza, mas de força. Não é um ato de cobardia, mas de resiliência

Desenvolver calos para vida

“Toda a gente quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer”

O primeiro passo da resiliência é perceber e ter presente que a vida, mesmo sendo maravilhosa, te vai fazer sentir muita dor, às vezes de forma esperada e, outras vezes, inesperada.

Desenvolver a consciência deste facto é o primeiro passo, mas não é suficiente para te tornares numa pessoa resiliente.

David Goggins, ultra atleta para muitos considerado o «homem mais duro do planeta», diz que quando treina, não treina somente para ser mais rápido, resistente, forte ou para alcançar um determinado recorde, mas também:

  • Treina para uma possível chamada às 2 da manhã a dar a notícia de uma mãe falecida
  • Treina para um acidente de viação
  • Treina o cérebro e o corpo diariamente para estar preparado quando acontecer alguma tragédia
  • Treina para a vida

David goggins

Isto é construir a resiliência

Torna-te forte quando o sol está alto, para continuares a ser forte quando a tempestade chegar. Desenvolve calos para a vida, porque vais precisar deles

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Análise de Desenvolvimento da Resiliência

Visão negativa - 100%

Abstinência voluntária - 100%

Compreender o todo - 100%

Tirar aspetos positivos de coisas negativas - 100%

Aceitar sem resistência - 100%

Desenvolver calos para vida - 100%

100%

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Sobre Borja Bandera
Borja Bandera
Borja Bandera é um jovem médico dedicado as áreas de nutrição, exercício e metabolismo, que concilia a sua atividade clínica junto a sua vocação divulgativa e investigadora.
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