7 Formas de utilização de Suplementos à base de Proteína na Medicina

7 Formas de utilização de Suplementos à base de Proteína na Medicina

Neste artigo vamos falar sobre as 7 Formas de Utilização em medicina dos Suplementos à base de Proteínas que certamente ainda não deve conhecer.

Às vezes, parece que existe uma guerra implícita entre a Medicina e a indústria de suplementos alimentares.

Um dos elementos que é alvo de maiores críticas é a proteína. Além dos outros elementos que fazem parte da sua constituição como é o caso dos (peptídeos e aminoácidos).

proteina

Proteína e Medicina

A palavra “Proteína” no âmbito da medicina evoca imagens de culturistas com corpos excessivamente musculados devido à utilização de substâncias ilícitas.

Só que este tipo de situações não deveria acontecer.

Certamente que já deve ter ouvido afirmações sobre as alegadas lesões que a «proteína» pode causar a curto, médio e longo prazo.

E o pior: é provável que o emissor desta frase já tenha sido um senhor ou uma senhora de bata branca numa consulta médica.

A publicação de hoje é um artigo de conciliação entre estes dois mundos.

O público, em geral, tem pouco conhecimento da forma como a Medicina utiliza os suplementos de proteína para ajudar os doentes.

operacao

Espera aí, estás a dizer que os médicos também utilizam os suplementos de proteína daqueles que mantêm a população em geral?

Exatamente.

Mas há mais. Grande parte da Medicina TAMBÉM NÃO conhece o papel dos suplementos no âmbito da biomedicina.

O problema é que a maioria dos médicos se encontra tão afastada da nutrição que não tem consciência de que os suplementos à base de proteína são uma ferramenta essencial no tratamento de muitos doentes.

Por isso, para abrir os horizontes de muita gente, vamos analisar 7 utilizações da proteína, peptídeos e aminoácidos na área da medicina.

1.-Antes de una Cirugia Bariátrica

Os doentes que sofrem de obesidade mórbida que precisam se ser submetidos a uma cirurgia bariátrica geralmente precisam de uma perda de peso inicial antes de poder passar pelo bloco operatório (o risco da cirurgia aumenta substancialmente em casos de obesidade extrema).

É aqui que a proteína nos dá um fio, seja em fórmulas completas que a possuem (além de conter os outros macronutrientes e micronutrientes), ou então na forma de módulos de proteína isolados que o doente poderá misturar com água ou leite.

A proteína desempenha três funções essenciais nesta fase pré-bariátrica:
  1. Melhorar o estado de subnutrição em que muitos doentes se encontram. Sim, ser obeso não é sinónimo (geralmente é o contrário) de estar bem nutrido.
  2. Maior diminuição de peso, devido aos efeitos saciantes e termogénicos da proteína.
  3. Conservação da (reduzida) massa magra destes doentes, que se encontra relacionado diretamente com o sucesso da cirurgia e a reabilitação funcional do doente após a cirurgia.

2.-Depois de Qualquer Cirurgia Maior

Ainda me lembro de um professor muito bom que quando dava aulas explicava como uma cirurgia de peito aberto (como um bypass aortocoronário) implicava em termos de gasto de energia algo semelhante a participar numa maratona.

Ou seja, o gasto de energia de uma cirurgia maior pode ser enorme. E não ocorre somente um aumento da energia necessária, como também de aminoácidos e proteína.

Pense em todas as estruturas que devem ser reparadas (cicatrização de ferimentos resultantes de cirurgias) ou no menor consumo nos momentos pré operatórios.

Por isso, geralmente, é necessário um grande apoio nutricional com recurso a suplementos à base de proteína e/ou completos em doentes cirúrgicos.

rehabilitacao

E caso não o faça, estará a privar o doente de um benefício clínico evidente, contrastante e de fácil aplicação.

3.-Doença da Má Absorção

Muitos doentes sofrem doenças que impedem o aparelho digestivo de fazer uma absorção correta de nutrientes.

O exemplo clássico é a pancreatite aguda, onde a função exócrina digestiva do pâncreas é anulada de forma temporária ou anulada.

Neste caso, não deve ser feito um fornecimento de proteína completa de forma indevida uma vez que o doente não irá conseguir fazer uma digestão completa.

Felizmente, existem fórmulas que fornecem proteína hidrolisada sob a forma de peptídeos ou, inclusive, aminoácidos, ou seja, proteína totalmente digerida.

Caso não seja devido à nutrição em ambiente hospitalar e às fórmulas peptídicas (também denominadas de básicas) estes doentes eram rapidamente subnutridos com o consequente risco associado.

Batido proteínas

4.-Mucosite

A proteína e os aminoácidos também cumprem na maioria dos casos os critérios para serem considerados “alimentos funcionais”.

No sentido de que não fornecem somente macronutrientes e energia, também modulam o risco de doença ao atuarem diretamente sobre diferentes mecanismos.

Como é o caso da glutamina, um aminoácido que demonstrou um efeito trófico sobre a mucosa intestinal, que ocorre em:

  • Doenças como a mucosite induzida pela quimioterapia em doentes oncológicos;
  • Doença inflamatória do intestino; o
  • Permeabilidade do intestino associada a outras doenças.

5.-Patologia Digestiva

A lactoferrina, outra das proteínas presente no soro do leite, apresente efeitos tróficos sobre o epitélio dos intestinos (como a glutamina).

Demonstrou uma melhoria na função digestiva e na disbiose intestinal.

Pode acontecer que doentes com patologias como a doença de Chron, o SIBO (aumento excessivo de bactérias) ou o síndrome de intestino irritável melhoram com o consumo de suplementos à base de soro de leite.

A hipótese mais sólida que justifica esta melhoria é que proteínas como a lactoferrina têm a capacidade de melhorar a disbiose intestinal quando são agregadas ao ferro (que muitas bactérias disbióticas utilizam para sobreviver).

Também ficou comprovado o efeito antioxidante e imunomodulador de diferentes peptídeos presentes no soro do leite.

6.-Doença Oncológica e Doença Emaciante Cancerígena

Os doentes oncológicos geralmente têm grandes necessidades calóricas e proteicas.

O que se encontra interrelacionado com dois fenómenos importantes que pioram ainda mais a situação:

  1. A agressividade dos tratamentos oncológicos (cirúrgicos, quimioterapia, radioterapia).
  2. A hiporexia (falta de apetite) resultante da própria doença.

O que implica que um fornecimento extra de proteína sob a forma de módulos de proteína ou fórmulas completas seja muito comum em qualquer ala de oncologia.

Além disso, parece que a proteína de soro de leite pode ter um efeito direto no combate ao cancro ao estimular a imunidade e ter um caráter antioxidante devido ao aumento da síntese de glutationa.

Duas enzimas essenciais precisam da glutationa para efetuar a síntese: a glutationa peroxidase de selénio dependente e a glutationa transferase.

Ambas as enzimas eliminam compostos mutagénicos relacionados diretamente com o cancro (1).

Proteínas en pó

7.-Doença Infeciosa

Sabemos há algum tempo que o soro de leite ou proteína de soro de leite apresenta propriedades imunomoduladoras que são atribuídas à elevada concentração de cisteína, precursora da glutationa (um antioxidante forte).

É por isso que foi convencionada a utilização do soro de leite em doenças infeciosas como o HIV ou hepatite viral.

Em muitos dos doentes a concentração de glutationa diminuiu efetivamente como destaca este trabalho (2).

Conclusões

A desconfiança no âmbito da medicina vai continuar a existir em relação às fontes de suplementos alimentares «não oficiais», ou seja, que não estejam regulamentados como medicamentos, mas sim, como suplementos alimentares.

O que é compreensível em parte…

Por um lado, temos a prova anterior de más práticas na indústria dos suplementos alimentares que levou à criação de produtos adulterados e à falta de fiabilidade do rótulo, entre outras coisas.

Mas, por outro lado, a indústria dos suplementos alimentares tem vindo a afinar as baterias, o controlo de qualidade é cada vez mais rigoroso e completo e o facto de estarmos sempre a desconfiar de forma sistemática e incisiva de uma grande empresa não me parece lógico nem sensato.

Como tereis visto nesta publicação, os suplementos à base de proteína não são muito diferentes daqueles que são utilizados para ganhar massa muscular ou perder gordura, são utilizados em vários âmbitos da medicina hospitalar e de ambulatório.

Nos próximos anos iremos assistir à reconciliação entre estes dois mundos: e o mundo dos suplementos alimentares e o mundo da Medicina.

Entretanto, a Medicina deve perceber que alimentos, suplementos e nutrientes são mais do que calorias, macro e micronutrientes e podem afetar diretamente o risco e diagnóstico da doença.

Um forte abraço, encontramo-nos na próxima publicação e depois a dar força

Referências Bibliográficas

  1. Marshall K. Therapeutic applications of whey protein. Alternative Medicine Review. 2004.
  2. Micke P, Beeh KM, Buhl R. Effects of long-term supplementation with whey proteins on plasma glutathione levels of HIV-infected patients. Eur J Nutr. 2002.

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Análise de 7 Formas de Utilização de Suplementos à base de Proteína em Medicina

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Sobre Borja Bandera
Borja Bandera
Borja Bandera é um jovem médico dedicado as áreas de nutrição, exercício e metabolismo, que concilia a sua atividade clínica junto a sua vocação divulgativa e investigadora.
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