Quando falamos de síntese proteica, sabemos que é importante para a criação de massa magra; no entanto, será que realmente sabemos como se sintetizam as proteínas musculares a partir das proteínas que ingerimos? Neste post explicamos de forma sintetizada e visual qual é o processo.
Proteossíntese
É o processo pelo qual se formam novas proteínas a partir dos vinte aminoácidos essenciais. O processo consta de duas etapas:
- Tradução do ARN mensageiro, através da qual os aminoácidos do polipéptido são ordenados de forma precisa a partir da informação contida na sequência de nucleótidos do ADN.
- Modificações pós-tradução que os polipéptidos assim formados sofrem até atingirem o seu estado funcional.
Neste processo, o ADN é transcrito em ARN. A síntese de proteínas realiza-se nos ribossomas situados no citoplasma celular. Neste processo, os aminoácidos são transportados pelo ARN de transferência (ARNt) até ao ARN mensageiro (ARNm).
O ARN mensageiro é quem transporta a informação para a síntese de proteínas, ou seja, determina a ordem em que os aminoácidos se irão unir. Essa informação está codificada em forma de trincas, cada três bases constituem um CODÃO que determina um aminoácido. As regras de correspondência entre codões e aminoácidos constituem o código genético.

Uma vez que o aminoácido está no ARNm, emparelham-se o codão do aminoácido e o anticodão do ARN de transferência, por complementaridade de bases (como um puzzle), e assim posicionam-se na posição que lhes corresponde.
O processo consta de 4 fases:
- Ativação dos aminoácidos
- União das subunidades ribossómicas menor e maior para formar o complexo ativo ou ribossomal.
- Elongação da cadeia ribossómica.
- Finalização da síntese de proteínas, surgem os chamados trincas sem sentido, também conhecidos como “codões stop”. Estas trincas são três: UGA, UAG e UAA. Não existe ARNt cujo anticodão seja complementar. Por isso, a síntese é interrompida e isto indica que a cadeia polipeptídica terminou.

Uma vez terminada a síntese de uma proteína, o ARN mensageiro fica livre e pode ser lido novamente. De facto, é muito frequente que antes de terminar uma proteína já esteja a começar outra, pelo que, uma mesma molécula de ARN mensageiro está a ser utilizada por vários ribossomas simultaneamente.

Fontes
- Calderón Montero, FJ. (2007). Fisiologia aplicada ao desporto (2ªed). Ed. Tébar. Madrid.
- Ganong, WF. (2006). Fisiologia médica (18ªed). Editorial El Manual Moderno. México DF.
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