Cada vez mais frequentemente podemos ver desportistas, de diferentes modalidades, a usar meias e mangas de compressão.
São os dispositivos de compressão tão eficazes como dizem?
Inicialmente, as meias de compressão eram usadas por pessoas com problemas de varizes, mobilidade reduzida e para evitar o conhecido como síndrome da classe turista (maior risco de trombose venosa profunda).
Vendo os efeitos que produziam, ampliou-se o seu campo de utilização, levando-o ao desporto
A meia aplica uma pressão decrescente na perna do atleta (mais no tornozelo e menos na batata da perna), facilitando o retorno venoso, diminuindo a dor e o tempo de recuperação.

Como é que tudo isto se consegue?
Uma melhor circulação significa uma melhor oxigenação, que facilitará o transporte de oxigénio ao músculo assim como uma melhoria na eliminação de toxinas produzidas durante a atividade física. Por outro lado, diminui as vibrações que se registam durante a corrida nas batatas da perna e sóleos, exatamente no momento do impacto contra a superfície, e que depois dará origem a parte da dor muscular, cãibras e sobrecargas.
Evita a perda de calor na zona, sem que isso implique retenção de humidade. As meias são compostas por materiais que permitem a evacuação do suor sem perda de calor.
São compostas por tecido elástico e respirável, mas também existem sem qualquer tipo de revestimento, usadas na recuperação durante as horas seguintes ao treino e à competição.
Consegue-se uma recuperação mais rápida. A fadiga muscular diminui devido a um correto retorno venoso e, portanto, à oxigenação muscular que isso implica, ajudam a diminuir o inchaço, é menor a produção de lactato durante o exercício, sem esquecer a amortização efetuada perante a vibração causada pelo impacto.

Em alguns casos chegou-se a falar de um aumento de rendimento devido à otimização do oxigénio no músculo.
Tema de discussão, já que alguns atletas dizem ter notado diferenças, aumentando assim a sua resistência, enquanto outros dizem não ter conseguido uma melhoria no seu rendimento.
- Este tema foi submetido a estudos científicos, como o realizado por Kraemer, no qual se diz que o uso deste tipo de meias melhora a potência das pernas, talvez justificado pelo simples facto de reduzirem a vibração muscular.
- Por outro lado, demonstrou-se uma melhoria da economia (eficiência metabólica) dos atletas ao diminuir o consumo de oxigénio (VO2), se se correr a um ritmo lento (12 km/h), mas não a ritmos maiores (14-16 km/h) (Bringard et al, 2006).
Isto levar-nos-ia à conclusão de que seriam mais úteis para aqueles desportistas que correm longas distâncias como maratonas ou talvez corridas de montanha.
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