Não é a primeira vez que o óleo de coco é estigmatizado e é um prazer defendê-lo. Se há um nutriente sobre o qual se gerou uma verdadeira batalha campal de afirmações contraditórias, esse é o coconut oil, amado por uns e criticado por outros.
Convertido num verdadeiro “must have” entre a legião de seguidores da alimentação e saúde natural, foram muitos os ataques que este superalimento teve de suportar, devido à quantidade de gorduras saturadas que contém. Desmentimos o primeiro mito: não fujas do óleo de coco pensando que engorda!
“Crucificado” (outra vez) pelos mitos e desinformação
Os mitos sobre o óleo de coco (click aqui) mantiveram-se até hoje, melhor dizendo até agora, pois vamos desmenti-los um a um. Uma coisa é manifestar desconfiança contra um nutriente e outra é submetê-lo a um verdadeiro calvário e acabar por crucificá-lo, como aconteceu com o óleo que nos ocupa.
Mas, de onde vêm os mitos sobre o óleo de coco? Pois dos interesses criados pelos produtores de outros óleos como o de soja, girassol ou colza, que têm pavor da ideia de que os benefícios do coconut oil (ler mais) o façam finalmente ocupar o lugar que merece na venerada lista dos superfood.
Surpreende ver que entre quem atira pedras contra o óleo de coco não faltam médicos e nutricionistas incentivados por um mito que chegou a adquirir proporções desmesuradas. E não é a primeira vez que mencionamos neste Blog que difamar sai demasiado barato, infelizmente.
Na nossa opinião, o risco da difamação de que o óleo de coco está a ser vítima reside no facto de que os seus instigadores desviam a atenção do consumidor do problema principal. E qual seria esse problema? Pois o facto de que o consumo de óleos de colza, girassol ou soja, que provêm de ácidos gordos insaturados, é na verdade bastante mais insalubre que o do óleo de coco.
Em resumo, desfruta do coconut oil, o óleo natural e delicioso, orgânico e prensado a frio, e deixa de lado os ácidos gordos insaturados que vêm do óleo de colza, soja e girassol. A tua saúde é que te vai agradecer!
O que está por trás das campanhas publicitárias orquestradas contra o óleo de coco?
São muitos os mitos mal-intencionados que poderíamos apontar, mas para focar a nossa defesa do óleo de coco, vamos limitar-nos a dois:
Mito 1: Os ácidos gordos saturados não têm lugar numa alimentação saudável.
E a realidade é que: Esta informação não corresponde à realidade e obedece a uma campanha de desprestígio dirigida pelos fabricantes de margarina e manteiga, temerosos de enfrentar cara a cara as virtudes do óleo de coco.
Mito 2: As gorduras insaturadas, presentes no óleo de girassol, colza ou soja, são sempre benéficas para a saúde.
E a realidade é que: Esta afirmação precisa de ser matizada. Embora os ácidos gordos insaturados sejam essenciais para o organismo e seja necessário o seu aporte pela alimentação, o excesso dos mesmos pode desencadear danos a nível de inflamação no corpo.
- O excesso de ácidos gordos insaturados pode causar a formação de radicais livres, prejudiciais para o organismo. A isto soma-se o risco de aparecimento dos nocivos ácidos gordos trans, extremamente perigosos para a saúde.
- Os ácidos gordos saturados contidos no óleo de coco virgem nunca se transformam em ácidos gordos trans, capazes de gerar LDL, o conhecido colesterol “mau”, e radicais livres.
É verdade que contribui para a formação de tumores gordos?
Aqui está “o maior mito do reino” que estaria relacionado com a formação de ateromas e o consumo de óleo de coco.
Estes tumores têm alguma relação com as gorduras saturadas do óleo de coco? A verdade é que absolutamente nenhuma.
Explicamos-te. Após análise química de um ateroma, constatou-se que a sua composição tem 40% de ácidos gordos poli-insaturados e mais de 30% de ácidos gordos monoinsaturados.
No total, estaríamos a falar de mais de 70% de ácidos gordos insaturados contra apenas 25% de gordura saturada.
Coconut oil: assédio e derrube por parte da indústria alimentar
O mais triste é que a maioria das propriedades benéficas do óleo de coco são conhecidas há décadas, desde que começaram os primeiros estudos sobre o tema.
No entanto, já mencionámos o grande interesse de certos setores da indústria alimentar (produtores de outros óleos) para que este óleo seja repudiado, embora os seus concorrentes sejam menos saudáveis e mais caros.
Com o passar do tempo, sobre o óleo de coco foram lançadas todo o tipo de difamações, que têm origem nos monopólios do óleo de colza e soja dos Estados Unidos, cuja perda de quota de mercado significaria perder somas astronómicas de dinheiro. E a verdade é que não parecem estar para brincadeiras.
No final da década de 50 começou a ser orquestrada a nefasta campanha publicitária que levou um investigador de Minnesota a afirmar que as gorduras vegetais hidrogenadas eram as causadoras do aumento das doenças cardíacas.
Alertados pela previsível queda abrupta das suas vendas, os produtores de óleos para a indústria alimentar não hesitaram em afirmar que esse problema só tinha a ver com as gorduras hidrogenadas provenientes dos ácidos gordos saturados. A quem apontavam o dedo? Ao óleo de coco, claro.
Para piorar, outro investigador da Filadélfia juntou-se à campanha de assédio, publicando que consumir ácidos gordos poli-insaturados equivalia a reduzir os níveis de colesterol. Novo golpe para o óleo de coco, a quem os produtores da indústria do óleo comestível voltaram a apontar por seu suposto caráter nocivo.
Foi assim que tudo começou. E o óleo de coco permaneceu na sombra de produtos medíocres à espera do seu momento. A sua paciência, como não poderia deixar de ser, foi recompensada.
E apesar de tudo: coroado superalimento e “elixir de Hollywood”!
A verdade sempre triunfa e o coconut oil é um bom exemplo disso. O que antes estava relegado para o fundo das prateleiras, hoje brilha como um dos top vendas em nutrição saudável.
Até aqui podemos ler? Não, há mais. Considerado produto milagroso para a beleza, não só as pessoas anónimas se rendem a ele, como também são muitas as divas que suspiram por ele, a ponto de já ser conhecido pelo sugestivo nome de “elixir de Hollywood”.
O óleo de coco realmente sabe fazer carreira!
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