Apesar das suas vantagens, é importante conhecer os possíveis efeitos secundários mais comuns associados ao consumo de creatina e as situações em que o seu uso pode estar contraindicado.
- A retenção de líquidos pode estar causada pela retenção intracelular mais do que pelo consumo de creatina.
- Se não se beber água suficiente, a desidratação pode ser a causa mais comum de cãibras musculares relacionadas com o consumo de creatina.
- Em poucos casos, o consumo de creatina pode gerar desconfortos ou problemas gastrointestinais.
- Estudos recentes publicados na Pubmed revelaram que o uso de creatina não afeta negativamente a saúde nem provoca queda de cabelo.
Índice
Alguma vez te perguntaste se a creatina é segura?
A creatina é um dos suplementos desportivos mais estudados do mundo e, em geral, considera-se segura quando consumida nas doses recomendadas.
Os estudos científicos demonstraram que a suplementação regular com creatina pode melhorar o desempenho desportivo e aumentar a massa muscular sem causar efeitos adversos significativos na maioria das pessoas.
Possíveis efeitos secundários de tomar creatina
Entre os possíveis efeitos secundários atribuídos à creatina encontram-se os seguintes, no entanto, todos foram esclarecidos e retiram a acusação de que a creatina é a culpada:
1 Retenção de líquidos e aumento de peso
- Mito: A ideia de que a creatina causa um aumento de peso indesejado por retenção de líquidos não tem em conta o tipo de peso ganho.
- Realidade: A creatina promove a retenção de líquidos a nível intracelular, não subcutâneo, o que é essencial para maximizar os seus benefícios. Esta retenção ajuda a melhorar o desempenho e a capacidade de treino, sendo um aspeto positivo para quem procura aumentar a massa muscular.
2 Cãibras musculares e desidratação
- Mito: Especulou-se que a creatina poderia causar cãibras musculares e desidratação.
- Realidade: Investigações recentes sugerem que estes efeitos estão mais relacionados com fatores individuais como a genética, o esforço físico e o funcionamento do sistema nervoso. Manter uma hidratação adequada enquanto se suplementa com creatina pode ajudar a mitigar estes riscos.
3 Problemas gastrointestinais e digestivos
- Mito: Existem crenças de que a ingestão de grandes quantidades de creatina, especialmente no início do seu consumo, pode causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.
- Realidade: Ao seguir as recomendações de dosagem, começando com uma dose diária sugerida e ajustando conforme necessário, podem evitar-se os sintomas adversos, permitindo uma integração suave do suplemento na dieta.
4 Queda de cabelo
- Mito: Diz-se que a creatina eleva os níveis de DHT e, por isso, acelera a perda de cabelo.
- Realidade: Um ensaio controlado aleatorizado em 45 homens (5 g/dia de creatina contra placebo durante 12 semanas) mediu testosterona total, testosterona livre, DHT e saúde do folículo piloso (densidade, espessura e fases anágena/telógena) através de tricometria e FotoFinder. Não se encontraram diferenças significativas entre creatina e placebo em nenhum parâmetro hormonal nem capilar (p > 0,05), fornecendo evidência forte de que a creatina não provoca queda de cabelo.
5 Insuficiência renal e dano hepático
- Mito: A crença de que a suplementação com creatina pode induzir insuficiência renal e dano hepático é uma preocupação entre desportistas e consumidores.
- Realidade: A investigação científica não demonstrou uma relação direta entre a creatina e insuficiência renal ou dano hepático em pessoas saudáveis. Quem tem doenças pré-existentes nestes órgãos deve evitar o uso ou consultar um médico antes de tomar.
Casos em que a creatina pode ser contraproducente
Recomendamos evitar o consumo de creatina se estiveres em algum destes casos:
- Insuficiência renal ou doença hepática.
- Diabetes.
- Hipertensão arterial.
- Mulheres grávidas e em período de amamentação.
- Interações com medicamentos.
Efeitos a longo prazo da creatina
Os estudos demonstraram que a suplementação com creatina é segura a longo prazo para indivíduos saudáveis, sem efeitos adversos significativos na função renal ou hepática.
Investigações no Journal of the International Society of Sports Nutrition e outros estudos de até 21 meses de duração confirmam que a creatina não só é segura, como também melhora a força e a massa muscular.
Estes resultados destacam a eficácia da creatina no desempenho desportivo e na recuperação muscular, desde que se sigam as doses recomendadas e se consulte nutricionistas especializados para o seu uso prolongado, evitando qualquer efeito secundário.
Como diminuir os efeitos adversos ao tomar creatina
Existem várias estratégias que podem ser úteis:
- Tomar a dose diária recomendada de 3 gramas.
- Optar pela creatina micronizada, uma forma mais solúvel e fácil de digerir, pode reduzir problemas gastrointestinais.
- Manter uma hidratação correta.
Conclusões
Embora geralmente seja segura para a maioria, é fundamental seguir as orientações adequadas e procurar aconselhamento profissional se necessário, especialmente se tiveres condições médicas pré-existentes ou tomares medicamentos.
Adotar uma dieta equilibrada com treino regular, juntamente com uma abordagem responsável na suplementação com creatina, permite desfrutar das suas vantagens, mantendo a saúde e segurança.
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Fontes bibliográficas
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