Hidratação em Desportos de Resistência: Guia Definitivo para Otimizares o teu Rendimento

Hidratação em Desportos de Resistência: Guia Definitivo para Otimizares o teu Rendimento

A hidratação é, frequentemente, o fator mais subestimado no rendimento em desportos de resistência. Embora seja habitual centrarmos a nossa atenção no volume de treino ou na carga de hidratos de carbono, a gestão dos líquidos e eletrólitos funciona como o pilar invisível que sustenta tudo o resto.

Em modalidades como o running, o ciclismo ou o triatlo, não se trata simplesmente de beber água, mas sim de definir uma estratégia que permita manter a eficiência cardiovascular e a termorregulação sob pressão.

O impacto fisiológico da desidratação

Quando realizamos exercício prolongado, o corpo gera calor que deve ser dissipado principalmente através do suor. Este mecanismo de arrefecimento tem um custo: a perda de plasma sanguíneo.

Se não repusermos esse líquido, o sangue torna-se mais denso, o coração tem de bater mais depressa para manter o fluxo de oxigénio e a temperatura interna aumenta drasticamente.

Estima-se que uma perda de apenas 2% do peso corporal seja suficiente para aumentar a perceção do esforço e fazer com que o rendimento comece a diminuir de forma significativa.

Por isso, a hidratação não é uma medida reativa para quando surge a sede, mas sim uma ferramenta proativa para melhorar o rendimento.

A preparação: Começar em equilíbrio

Uma estratégia profissional não começa ao quilómetro dez, mas sim várias horas antes da partida. O objetivo é alcançar o estado de “euhidratação” ou equilíbrio hídrico ideal.

Uma ferramenta simples é observar a cor da urina, que deve ser clara, embora o método mais preciso seja o teste de pesagem: saber quanto peso perdemos numa hora de esforço permite-nos estimar a nossa taxa real de sudação.

Começar uma competição com um défice hídrico é uma desvantagem difícil de corrigir, uma vez que a capacidade de absorção do estômago é limitada e forçar a ingestão de grandes volumes de uma só vez costuma provocar desconforto gastrointestinal.

Durante o treino: Mais do que apenas água

À medida que o treino ultrapassa a barreira dos 60 ou 90 minutos, a água, por si só, deixa de ser suficiente. É aqui que entram em jogo a osmolaridade e o esvaziamento gástrico.

Para que o líquido passe rapidamente do estômago para o intestino e chegue às tuas células, a bebida deve apresentar uma concentração adequada de hidratos de carbono e sais.

  • É aqui que a tecnologia nutricional faz a diferença. Utilizar fontes de hidratos de carbono de última geração, como a Cluster Dextrin® presente em Evodextrin, permite fornecer energia de elevado peso molecular sem causar sensação de peso.
  • Para quem procura uma solução completa, Evoendurance oferece a proporção ideal de 1:0,8 de glucose:frutose juntamente com eletrólitos, ajudando o atleta a manter as suas reservas de glicogénio e a hidratação sem comprometer a digestão.

Hidratação no ciclismo

O sódio como elemento central da estratégia

Se a água é o veículo, o sódio é o combustível que permite que esse veículo funcione. É o eletrólito que mais perdemos através do suor e o principal responsável por fazer com que o líquido que bebemos fique retido no organismo em vez de ser eliminado.

Uma perda excessiva de sódio não está apenas associada à fadiga, como, em casos extremos, pode levar à hiponatremia.

Em treinos de longa duração ou em condições de calor intenso, a suplementação com sais minerais como Evolytes torna-se indispensável.

Estes permitem ajustar a reposição de minerais de forma precisa, especialmente para os chamados “atletas salgados”, que apresentam manchas brancas de sal no equipamento após o esforço.

Recuperação e equilíbrio após o esforço

Depois de cruzares a meta ou terminares a sessão de treino, o processo de reidratação deve continuar de forma estruturada.

A ciência sugere a regra dos 150%: repor um litro e meio de líquido por cada quilo de peso perdido durante a atividade.

Esta reposição é necessária porque o corpo continua a eliminar líquidos através da urina após o exercício. No entanto, esta fase não deve consistir apenas na ingestão de água; a presença de sódio e de uma quantidade moderada de hidratos de carbono e proteínas favorecerá uma recuperação muito mais completa e eficaz dos tecidos e das reservas de energia.

Conclusão: A importância de treinar o sistema digestivo

Na HSN defendemos que o sistema digestivo é um órgão tão treinável como as pernas ou o coração. Não deves experimentar novas concentrações ou produtos no dia da competição.

Utiliza os teus treinos mais exigentes para testar os volumes de líquido que toleras e perceber como o teu corpo responde à combinação de hidratos de carbono e sais.

  • No final de contas, a melhor estratégia de hidratação é aquela que está adaptada a ti, que já testaste em condições reais e que te permite render ao nível para o qual treinaste.

Fontes

  1. Gonzalez-Alonso, J., Calbet, A. L., Nielsen, B. (1998) Muscle blood flow is reduced with dehydration during prolonged exercise in humans. J Pysiol.
  2. Gonzalez-Alonso, J., Teller, C., Andersen, S. L., et al. (1999). Influence of body temperatura on the development of fatigue during prolonged Exercise in the heat. J Appl Pysiol.
  3. Gonzalez-Alonso, J., Nielsen, B. (1999). Metabolic and thermodynamic responses to dehydration induced reductions in muscle blood flow exercising humans. J Physiol.
  4. Hargreaves, M. Dillo, P., Angus, D., et al. (1996). Effect of fluid ingestión on muscle Metabolism during prolonged Exercise. J Appl Physiol.
  5. Sawka, M., Pandolf, K. (1990). Effects of body water on physiological function and Exercise performance. Perspectives in Exercise science and sports medicine.
  6. Maughan, R. J. (1991). Fluid and electrolyte loss and replacement in Exercise. J Sports Sci.
  7. Vrijens, D. M., Rehrer, N. J. (1999). Sodium-free fluid ingestión decreases plasma sodium during Exercise in the heat. J Appl Physiol.

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