Vamos estudar as caraterísticas do Treino de Força para mais Velhos e por que se deveria treinar a estas idades e os seus benefícios
O treino de força provoca um aumento da força e da massa muscular. Além disso, também pode-se conseguir aumentos consideráveis na força explosiva, tanto em gente jovem, como em pessoas mais velhas (1).
Índice
Efeitos do treino sobre a produção de força
Vários estudos demonstraram que para conseguir um aumento da produção de força precisa levar a cabo um treino com uma intensidade e duração suficiente (2-5)
Embora, na hora de estudar o efeito do exercício físico em pessoas mais velhas, o principal tipo de exercício utilizado foi o exercício aeróbico.
Benefícios do Treino de Força para mais Velhos
Os benefícios do treino de força em pessoas mais velhas incluem:
- Correção de problemas ao caminhar;
- Evitar caídas;
- Facilitar as tareias diárias; e incluso
- Melhorar a mobilidade articular.

Tudo isto traduz no aumento do estado de saúde destas pessoas durante uma maior quantidade de tempo (1)
Adaptações neurais ao treino
Diversos estudos sugerem que o incremento da força que produz o treino com cargas, esta associado ao processo de adaptação do sistema nervoso (9), já seja por um aumento na activação da musculatura agonista ou bem por mudanças nos padrões de activação da musculatura antagonista (6-8).
Com relação a este último ponto, se demonstrou que durante as primeiras semanas de treino, o aumento da activação nervosa é um dos fatores determinantes no desenvolvimento da força.
Como estudar a força em pessoas mais velhas
Na actualidade existem diferentes modalidades de provas físicas para apreciar a condição física em pessoas mais velhas
A continuação destacaremos as provas em relação a força muscular nas diferentes modalidades:
Modalidade ECFA – Evaluação da Condição Física em Idosos (10)
Esta modalidade está estruturada atendendo a seis capacidades físicas a partir das quais surgem as oito provas físicas que constituem a modalidade. Nesta modalidade contamos com duas provas que valoram a força muscular:
- Força máxima de pressão manual: Esta prova permite medir a força isométrica de cada mão.
- Força máxima do trem inferior: O objetivo de esta prova é estudar a força que é capaz do desenvolvimento da musculatura extensora do trem inferior.

Prova para medir a força utilizando um “hand gripper”
Senior Fitness Test (11)
Esta modalidade desenhou-se para estudar a condição física dos mais velhos em idades entre 60 e 94 anos. Tem valores de referencia expressados em percentis para cada um dos testes.
Neste caso contamos com outras duas provas:
- Chair stand test: Com esta prova pode-se estudar a força aplicada pelo trem inferior.
- Arm Curl test: Serve para estudar a força do trem superior da pessoa

Modalidade AFISAL-INEFC (12)
A modalidade AFISAL-INEFC foi desenvolvida dentro do projeto AFISAC (Actividade Física e Saúde para Adultos em Catalunha) no lnstitut Nacional d’Educació Flsica de Catalunya durante os anos 1992 ao 1995.
Nesta modalidade encontramos três provas relacionadas com a evoluçao da força:
- Força máxima de prensão: Esta prova permite medir a força isométrica de cada mão.
- Força-resistência abdominal: Esta prova estuda a força da musculatura flexora do tronco (abdominal).
- Força explosiva do trem inferior: Valoriza a força explosiva dos extensores do trem inferior, com sincronização livre do movimento do tronco e extremidades superiores.
Conclusões do Treino de Força em mais Velhos
Os actuais trabalhos mostram que as de idade avançada pode obter incremento significativos na capacidade do sistema neuromuscular para produzir força máxima e explosiva
Isto será devido em parte as adaptações de tipo estrutural dos músculos treinados mais em maior medida a adaptações funcionais específicas no sistema nervoso (1).
Nas modalidades de condição física encontramos provas de valoração da força tanto do trem inferior, como do trem superior.

Todas as modalidades descritas ao longo do artículo oferecem valores normativos para a evolução das pessoas
Fontes Bibliográficas
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- Camiña Fernández, F., Cancela Carral, J.Mª, y Romo Pérez, V. (2001) “La prescripción del ejercicio físico para personas mayores: valores normativos de la condición física”. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte vol. 1 (2) p. 136-154
- Rikli, R. y Jones, C. (2001). Senior fitness test manual. Estados Unidos de América. Human Kinetics.
- Nácher Roig S, Marina M, Valenzuela A, Rodríguez Guisado FA, Gusi Fuentes N, Nogués J (1998) “Valoración de la condición física saludable en adultos: antecedentes y protocolos de la batería AFISAL-INEFC”. Apuntes: Educación física y Deportes: 52:54–77.
- Baldini M, Bernal Pino, A, Jiménez-Jiménez, R, Garatachea Vallejo, N. (2006) “Valoración de la condición física funcional en ancianos” Revista Digital – Buenos Aires – Año 11 – N° 103.
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