Vamos falar de uma hormona de que pouco ou nada se ouviu falar, pelo menos no panorama fitness ou no mundo da saúde: a oxitocina.
Todos estamos acostumados a ouvir falar da hormona do crescimento ou da insulina como hormonas anabólicas.
Índice
- 1 O que é a Oxitocina?
- 2 Quais são os efeitos metabólicos que tem a oxitocina?
- 3 Como se produz?
- 4 Estamos perante a nova GH?
- 5 Benefícios
- 6 Poderá no futuro administrar-se para tratar patologias?
- 7 Existe alguma forma de a produzir endogenamente?
- 8 Conclusões
- 9 Fontes Bibliográficas
- 10 Entradas Relacionadas
O que é a Oxitocina?
A oxitocina é uma hormona produzida em células do hipotálamo (neurónios parvocelulares e magnocelulares) e classicamente (assim foi como a conheci na faculdade de medicina) está relacionada com dois processos fisiológicos essenciais para o ser humano:
- Induzir ao trabalho de parto
- Amamentação materna (juntamente com a prolactina)

Quais são os efeitos metabólicos que tem a oxitocina?
Além das funções mencionadas no parto e amamentação, a oxitocina parece comportar-se como um sensor do estado nutricional em ambos os sexos (homem e mulher).
Parece ser que a OXT tem um efeito anorexígeno, provocando menor ingestão de energia mediante a sua atuação em várias vias homeostáticas e neurocomportamentais.

Alguma vez ouviste isso de “não tem fome, está apaixonado”?
Como se produz?
A oxitocina liberta-se como resposta ao trabalho de parto e pela sucção do mamilo por parte do bebé.
O interessante é que os estudos que temos disponíveis mostram uma perda de peso como resultado de perda de massa gorda, não de massa magra.
Os indivíduos aumentam o seu consumo energético e diminuem a sua ingestão quando estão expostos a níveis elevados de oxitocina.

Estamos perante a nova GH?
Provavelmente não, porque o seu padrão de secreção é muito mais concreto, mas se se pudesse isolar e administrar-se de forma segura a pacientes com obesidade, estaríamos perante um novo fármaco anti-obesidade?
Benefícios
Lipólise
Maior oxidação de gordura.
Anabolismo muscular
O que qualquer culturista queria…
Também é do interesse de pessoas com patologias crónicas, pois muitas de elas derivam em sarcopenia com o passar do tempo.

Anabolismo ósseo
Não podemos esquecer o osso, primo irmão do músculo e cuja saúde é, pelo menos, tão importante como a do músculo.
Diminuição do ritmo de vazio gástrico, favorecendo a sensação de plenitude
É o mesmo mecanismo que têm, por exemplo, outras hormonas utilizadas na obesidade, como os chamados análogos de GLP-1, uma incretina muito utilizada na terapia anti-diabética e anti-obesidade.
Secreção de insulina incrementada perante uma mesma carga glucémica
Isto é, ajuda o pâncreas na secreção de insulina quando é necessário, diminuindo potencialmente a hiperglucemia.
Alterações no microbioma
Hoje-em-dia, falar de microbioma é falar de metabolismo.
A microbiota e os metabolitos que produzem, demonstraram atuar por centenas de vias diferentes no metabolismo.

Parece que a oxitocina também tem influência na microbiota (flora intestinal).
Menor ingestão calórica
Já sabem, a “anorexia do apaixonado”.
Efeitos sociais
A oxitocina está implicada em processos pouco tangíveis mas tão humanos como a empatia, o afeto ou o amor.

Por isso é chamada “ a hormona do amor”.
Poderá no futuro administrar-se para tratar patologias?
Pois é precisamente aquilo que se está a testar:
- Tanto em pessoas com obesidade exógena (a mais frequente);
- Como em pacientes com obesidade hipotalámica (existente em alguns síndromes como o Prader-Willi).

Vários ensaios clínicos estão a levar-se a cabo, sendo a forma de administração um dos desafios que tratamos de resolver.
Existe alguma forma de a produzir endogenamente?
Sim, existem várias formas, algumas mais e outras menos práticas, de aumentar a secreção de oxitocina:
Se fores mulher:
- Dar à luz.
- Ter um bebé pendurado do peito.

Mas, também, para ambos os sexos:
- Estímulo sexual.
- Afeto.
Conclusões
Popularmente, o facto de estar apaixonado foi relacionado com um estado de êxtase e bem-estar fisiológico.
Isto é devido à secreção de uma série de neuropéptidos, como as endorfinas, durante esse período tão bonito das nossas vidas.

Mas curiosamente, outra questão que se relaciona com o período de cortejo e apaixonamento é o de “ter menos fome”.
A fisiologia não deixa de nos surpreender e este artigo corrobora que a oxitocina tem efeitos sistémicos que vão muito mais além do que produzir contrações no parto ou fazer subir o leite.
Entretanto, podes sempre te apaixonar. Um forte abraço e a continuar a treinar.
Fontes Bibliográficas
- McCormack SE, Blevins JE, Lawson EA. Metabolic Effects of Oxytocin. Endocr Rev. 2020 Apr 1;41(2).
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