Benefícios e usos do ácido aspártico no desporto

Benefícios e usos do ácido aspártico no desporto

São conhecidos por todos os múltiplos benefícios associados à manutenção de níveis adequados de testosterona, e não apenas entre os praticantes habituais de culturismo ou fitness, mas também em homens com desequilíbrios ou patologias hormonais.

  • Pode ser que, se alguma vez te perguntaram sobre este complemento, a tua resposta se tenha limitado a “é bom para aumentar a massa muscular e acelerar a recuperação após o treino”.

Mas a verdade é que o Ácido D-Aspártico (DAA) merece uma análise mais aprofundada: os seus efeitos potenciais vão mais além, e convém estar informado sobre as suas limitações, indicações e sobre quando a sua utilização pode fazer sentido.

Que efeitos proporciona o Ácido Aspártico?

O que é o Ácido D-Aspártico (DAA) e porque é associado à testosterona?

O DAA é a versão “D” de um aminoácido, diferente da forma habitual “L-aspártico” presente nas proteínas do corpo. Esta diferença é mais do que estrutural: enquanto o L-aspártico participa na síntese proteica, o DAA tem funções sobretudo neuroendócrinas.

Em concreto, observou-se que o DAA pode intervir no eixo hipotálamo-hipófise-testicular (o sistema que regula as hormonas sexuais), facilitando a libertação de sinais hormonais (como a hormona luteinizante, LH) que depois estimulam as células dos testículos a produzir testosterona.

Por isso, muitos complementos orientados para a saúde hormonal e o rendimento incluem DAA: com a hipótese de que poderia apoiar uma produção natural de testosterona.

Principais benefícios do Ácido D-Aspártico

  1. Aumento dos níveis de testosterona: em alguns estudos em homens com níveis baixos ou moderados de testosterona, sobretudo se não treinam habitualmente, observou-se um aumento da testosterona após alguns dias de suplementação.
  2. Melhoria de parâmetros de fertilidade masculina: em alguns estudos com homens com problemas de fertilidade, a suplementação com DAA foi associada a um aumento da concentração e da motilidade dos espermatozoides, o que sugere um possível benefício para a qualidade seminal. Isto torna-o um complemento de interesse para quem procura um apoio natural na saúde reprodutiva.
  3. Potencial melhoria da libido, energia ou vitalidade: se o DAA conseguir aumentar a testosterona em pessoas com níveis baixos, essa subida hormonal poderia traduzir-se em melhorias subjetivas como maior desejo sexual, melhor estado de ânimo ou sensação de bem-estar geral.
  4. Apoio potencial ao equilíbrio hormonal em situações de desequilíbrio: como o DAA atua sobre o eixo hormonal (hipotálamo-hipófise-gonadal), poderia fazer sentido em contextos de desequilíbrio, défice ou diminuição da testosterona natural (idade, sedentarismo, determinadas patologias). Nestes casos, a sua utilização poderia favorecer uma “normalização” dos níveis hormonais endógenos, embora sem garantias de efeitos espetaculares.

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A quem poderia realmente beneficiar o Ácido D-Aspártico?

  • Homens com níveis baixos ou subótimos de testosterona (devido à idade, patologia, sedentarismo, etc.).
  • Pessoas com dúvidas relacionadas com a fertilidade, como complemento, embora sempre sob supervisão médica.

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Complementos de Ácido Ascórbico

Qual é a dose diária recomendada?

Como acontece com qualquer outro complemento, é essencial que respeites a dose recomendada pelos especialistas ao começar a tomar Ácido D-Aspártico.
Em concreto, a dose recomendada de DAA varia entre 2000-3000 mg/dia.

Existem numerosos estudos, cada um dos quais revela diversos protocolos de suplementação, que coincidem em que uma dose de 3000 mg de Ácido D-Aspártico durante 12 dias consecutivos, seguidos de uma semana de descanso, seria a forma mais eficiente de tomar este complemento.

No entanto, outros estudos apontam no sentido de tomar uma dose de 3000 mg diários tomada de forma contínua, sem realizar descansos. Obviamente, existem fatores que afetam as doses ótimas, incluindo dieta, estado de hidratação, nível de atividade, sexo, idade ou estado de saúde.

Este aminoácido tem efeitos secundários?

O Ácido D-Aspártico (DAA), por ser uma substância natural do corpo, costuma ser bem tolerado. A suplementação com DAA geralmente é segura, embora não existam estudos suficientes sobre os efeitos de doses muito elevadas.

  • Em alguns casos podem surgir efeitos secundários ligeiros e temporários, como dor de cabeça, retenção de líquidos ou náuseas. Estudos de até 90 dias não mostraram alterações analíticas nem efeitos adversos graves.

No entanto, pessoas com problemas hepáticos ou renais, mulheres grávidas, ou quem sofre de epilepsia, lesões cerebrais ou Alzheimer devem ser cautelosos. Recomenda-se sempre consultar um médico antes de começar a suplementação.

Bibliografia

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