Enganaram-te com o Ómega-3!

Enganaram-te com o Ómega-3!

O ómega-3 é um destes suplementos que estão sempre envolvidos em polémica.

O seu uso está espalhado por toda a população ocidental, desde jovens desportistas até idosos inativos, pela sua versatilidade funcional, que faz com que sirva para muitos fins e, por isso, tem destinado um grande investimento de recursos para a investigação relativamente à qualidade e no desenvolvimento destes produtos.

Desde a HSN realizamos investigações próprias dos produtos que comercializamos para te oferecer a maior qualidade do mercado, e temos a certeza de que hoje vamos a desvendar um segredo que a indústria não quer que saibas:

Tens a certeza da pureza dos ómega-3 que utilizas como suplementos? Fica por aqui e não percas o que vem a seguir!

O que é o Ómega-3

Dispomos de um artigo completo onde abordamos este apartado, pelo que para não nos esticarmos demasiado:

O ómega-3 é um grupo de ácidos gordos poliinsaturados e nutricionalmente essenciais, entre os quais se encontram o ALA, o EPA e o DHA, sendo estes dois últimos os ómega-3 funcionalmente úteis, os produtos de conversão do ALA como precursor destes ácidos gordos.

Os ómega-3 estão associados a:

  • Normal desenvolvimento neurológico e da visão em crianças,
  • Manutenção do normal funcionamento do coração,
  • Manutenção de umas concentrações de triglicéridos normais no sangue,
  • Manutenção da tensão arterial normal,
  • E inclusivamente para a redução do cansaço muscular depois do treino.

Isto faz com que seja um suplemento alimentar que pode estar tanto na dieta de um desportista de alto rendimento de 25 anos, como na dieta de um idoso de 85 anos com seguimento cardiovascular por parte de um médico.

O ómega-3 está envolvido em variadíssimas polémicas:

Desde o ranso dos ácidos gordos em apresentações farmacêuticas deste produto, até à dissolução de poliestireno espalhado pela suposta presença de acetona nas pérolas destes produtos.

Valor Totox Ómega 3

Valor percentual TotOX (Oxidação Total) de 36 produtos à base de óleo de peixe do mercado. A linha descontínua assinala o limite tolerável de TotOX.

No entanto, entre todas as fraudes e imprecisões que podemos encontrar nas redes sociais, muitas verdades são ocultadas por empresas que não têm interesse em as mostrar.

Na HSN sempre fomos e seremos transparentes, e toda a informação que dispomos e vamos aprendendo com a experiência e com a investigação, e esta é partilhada com os nossos clientes.

Conheces a pureza real do teu suplemento de Ómega-3?

Os números que verás no teu ómega-3…

Começamos por dizer que Ómega-3 não é o nome mais correto para os produtos que falamos, já que estes são óleos animais ou vegetais, com conteúdo normalizado nestes ácidos gordos.

Um suplemento à base de Ómega-3 é, normalmente, um produto em pérolas à base de óleo de peixe, com um conteúdo determinado de:

  • Ácido Eicossapentaenoico (EPA).
  • Ácido Docossahexaenoico (DHA).

De todos os modos, isto não supãe um problema sempre que a sua etiquetagem seja correta.

Ou seja, um ómega-3 1000mg da HSN indica na sua própria etiqueta que os 1000mg fazem referência ao óleo de peixe que contém cada pérola, quantidade da qual há uma percentagem variável de ácidos gordos ómega-3.

Etiqueta Óleo de Peixe Ómega-3

Segmento de informação complemento do produto Ómega-3 Óleo de Peixe 1000mg da EssentialSeries.

Desta percentagem de ácidos gordos estamos a falar… Sabes o que significam?

Percentagens de Ómega-3

Normalmente a percentagem de normalização de um produto, por exemplo, um extrato de plantas, determina a quantidade em massa de um composto concreto que está presente num extrato.

Por exemplo: um extrato de Ashwagandha 1200mg normalizado a 8,5% de Withanólidos contém 102mg destes compostos (1200*0,085=102mg).

Etiqueta Raiz de Ahswagandha

Segmento de informação complemento do produto Extrato de Ashwagandha (10:1) 400mg da EssentialSeries.

Mas nos ómega-3… Surpresa! Não é assim…

Existem 2 tipos de percentagens fundamentais de normalização de ómega-3 para os óleos de peixe, a fonte mais habitual destes ácidos gordos:

  • 18/12
  • 35/25

Atualmente, algumas empresas, entre as quais nos encontramos, apostaram pela inovação em suplementos alimentares à base de óleo de peixe com alta percentagem de ómega-3 que alcançam até 50/35%.

Nestes casos, quando adquirimos um produto de Ómega-3 1000mg 18/12 (por exemplo), o que esperamos encontrar?

A resposta mais habitual será:

1000mg de Óleo de peixe, dos quais:

  • 180mg são EPA.
  • 120mg são DHA.

No entanto, o que se encontra nestes produtos, e que inclusivamente muitos distribuidores conhecidos em Espanha e noutros países da Europa não sabem (chegando a etiquetar mal os seus produtos), é:

1000mg de Óleo de peixe, dos quais:

  • 160mg são EPA.
  • 110mg são DHA.
O mesmo princípio aplica a qualquer outra percentagem de Ómega-3 dos anteriormente descritos. Então, por que motivo isto sucede?.

Por que razão não comprar um Ómega-3 sem as mg indicadas?

A medição dos ácidos gordos Ómega-3, na Europa, América, e outros continentes é levada a cabo seguindo um método autorizado baseado nas tabelas da Sociedade Americana de Químicos do Óleo (AOCS), com um processo detalhado plasmado no seu método oficial Ce 1i-07.

Vamos encontrar estas bases da determinação dos ácidos gordos Ómega-3 nos óleos marinhos nas farmacopeias mais importantes, como a Europeia ou na USP americana, pelo que todos os fabricantes do mundo tendem a usar este método de medição por ser válido e fiável.

O problema radica em que o método de medição, apesar de ser muito fiável, não vem expressado corretamente para o consumidor, já que concebe a capacidade de medição na área de pico de resposta cromatográfica.

Explicamos o que quer dizer isto…

Esta medição utiliza um HPLC (instrumento conhecido por ter uma alta sensibilidade e medir muito bem os compostos que desejam conhecer de uma mistura como é o caso do óleo de peixe). HPLC gera um cromatograma, baseado nas medições da presença de ácidos gordos na solução testada de óleo de peixe:

Cromatograma

Cromatograma de um produto à base de óleo de peixe. 11: ALA / 16: EPA / 18:DHA (Sigma Aldrich, s.f.).

O que obtêm é basicamente isto, um desenho que os técnicos podem converter em valores operativos para que os consumidores possam saber quanto EPA e DHA (ou outros ácidos gordos) se está a consumir.

Com estes picos, podem ser utilizados fundamentalmente 2 tipos de medição:

  • Em área.
  • Em massa.

Todos os fabricantes, de base, refletem os seus valores em área. Porquê? Porque o número sai mais alto e a medição é mais simples.

A medição em área é baseada na determinação da percentagem dos ácidos gordos baseados na área do pico de resposta obtido no cromatograma.

Fórmula da medição da percentagem de ácidos gordos em área

Fórmula da medição da percentagem de ácidos gordos em área (USP, 2016).

Mas isto não é a percentagem real de ácidos gordos que se encontram no óleo que os contém, já que para determinar a quantidade real de ácidos gordos é necessário preparar uma solução de referência previamente medida e validada como comparação, realizar cálculos mais complexos e aplicar métodos de correção de resposta.

Fórmula da medição da percentagem de ácidos gordos em massa

Fórmula da medição da percentagem de ácidos gordos em massa (USP, 2016).

Para por a coisa mais fácil e visual:

Um óleo de peixe 1000mg com referência 18% de EPA, não tem 180mg de EPA, mas sim 160mg.

Já que 18% da determinação da área do EPA uma vez que se aplicam os cálculos utilizando a solução de referência, e aplicando o fator de conversão para ácidos gordos livres, diminui em redor de 11% da sua quantidade relativa.

Desta forma, os produtos que comercializam ómega-3 baseado em percentagens, contêm em equivalência teórica:

ÁCIDO GORDOPERCENTAGEMMASSA RECEBIDAMASSA REAL
PRODUTO 1EPA18180mg160mg
DHA12120mg110mg
PRODUTO 2EPA35350mg311mg
DHA25250mg229mg

Refletir o conteúdo em percentagem da área, é, na nossa opinião, uma forma de etiquetagem não transparente, já que leva a equívoco ao consumidor, que acredita que está a utilizar maior quantidade de produto do que contém realmente.

Na HSN comercializamos produtos de óleo de peixe, e outras fontes (como algas) com quantidades refletidas com base em métodos de medição de massa, não em percentagem da área.

Por isso, os nossos produtos são:

  • Ómega-3 Óleo de Peixe 1000mg 180mg EPA / 120mg DHA
  • Ultra Ómega-3 TG (IFOS) 1000mg 350mg EPA / 250mg DHA

Com a transparência como estandarte de todas as ações da empresa que levamos a cabo.

Tanto o EPA como o DHA são expressos como ácidos gordos livres, para que a quantidade refletida seja 100% pura, e não em forma esterificada, como fazem outras marcas, que também leva a que aumente falsamente a quantidade por não eliminar o glicerol, o etanol, metanol ou qualquer outro grupo alquilo da forma esterificada da forma de ester.

Ácido eicossapentaenoico (EPA) etil-éster

Ácido eicossapentaenoico (EPA) etil-ester. Em vermelho assinalado o etanol que esterifica o ácido gordo.

Esta é a mesma lógica que rege a quantidade elementar de um sal mineral, pelo qual, mesmo que, por exemplo, o bisglicinato de magnésio seja muito apreciado pela sua biodisponibilidade, continuamos a necessitar conhecer a quantidade de magnésio elementar, porque a glicina pesa e não é ião de magnésio que nos interessa nutricionalmente:

Representação bisglicinato de magnésio

Bisglicinato de magnésio. Em vermelho assinalada a glicina que faz parte do sal mineral.

Nos ácidos gordos acontece a mesma coisa, o grupo vermelho anteriormente referido, não faz parte do ácido eicossapentaenoico (EPA), mas pesa dentro da molécula, pelo que se deve eliminar para que o resultado da quantidade de ácidos gordos não fique por cima do real.

Na HSN fazêmo-lo, mas nem todas as empresas o fazem. Trabalhamos constantemente para te oferecer os produtos da mais alta qualidade do mercado a um preço correto.

Referências Bibliográficas

  1. Albert, B. B., Derraik, J. G., Cameron-Smith, D., Hofman, P. L., Tumanov, S., Villas-Boas, S. G., Garg, M. L., & Cutfield, W. S. (2015). Fish oil supplements in New Zealand are highly oxidised and do not meet label content of n-3 PUFA. Scientific reports, 5, 7928.
  2. American Oil Chemists’ Society & American Oil Chemists’ Society. (2017). AOCS Official Method Ce 1i-07. s.d., s.d.: AOCS.
  3. Council of Europe, European Pharmacopoeia Commission, & European Directorate for the Quality of Medicines & Healthcare. (2016). European Pharmacopoeia. s.d., s.d.: Council Of Europe.
  4. Stenerson, K. K., Halpenny, M. R., Sidisky, L. M., & Buchanan, M. D. (s.f.). GC Analysis of Omega 3 Fatty Acids in Fish Oil Capsules and Farm Raised Salmon.
  5. United States Pharmacopeial Convention. (2016). The United States Pharmacopeia. s.d., s.d.: United States Pharmacopeial Convention.

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Percentagem EPA/DHA - 100%

Método de medição - 100%

Informação transparente da HSN - 100%

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HSN Evaluação: 5 /5
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Sobre Alfredo Valdés
Alfredo Valdés
Especialista e treino de fisiopatologia metabólica e nos efeitos biomoleculares da alimentação e o exercício físico, com os seus artigos, vai levar-te no complexo mundo da nutrição desportiva e clínica, de forma simples e desde uma perspectiva crítica.
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