O termo stress vem da física: a pressão exercida por um corpo sobre outro, sendo o que recebe mais pressão aquele que pode ser dilacerado.
Índice
- 1 O que é o stress?
- 2 Tipos de stress
- 3 Componentes do stress
- 4 Stress e sistema nervoso
- 5 Principais causas que dão origem ao stress
- 6 Como reagimos ao stress?
- 7 Resposta ao stress
- 8 Que mudanças ocorrem no corpo quando estamos sob stress?
- 9 Cortisol e stress
- 10 Como é que o stress afeta o cérebro?
- 11 Efeitos do stress crónico
- 12 Dicas para gerir o stress
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O que é o stress?
É semelhante em seres humanos e animais e é uma reação fisiológica do organismo, não é uma doença. É um mecanismo de defesa para lidar com uma situação que é vista como ameaçadora. Esta é uma resposta natural e necessária para a sobrevivência. Se houver stress permanente, então estamos a falar de uma doença.
- Alostase: Resposta fisiológica ao stress.
- Carga alostática: Resposta patológica ao stress crónico.
- Ativação frequente ou cronicidade de sistemas de alostase: Carga alostática
- Stress mantido: Perda de peso e massa muscular, infertilidade, imunodeficiência, maior possibilidade de contrair doenças.
- Fatores de resistência ao stress: Crenças, sensação de domínio e de confiança sobre a realidade, sentimento de autoeficiência, locus de controlo, fortaleza, otimismo, sentido de coerência…
Tipos de stress
Eustress ou Stress Positivo
Com consequências positivas para a pessoa stressada (sobrevivência). Entre as suas características encontramos a motivação, concentra a energia, melhora o rendimento, aumenta a confiança. Por outro lado trata-se de um stress a curto prazo.
Distress ou Stress Negativo
Com consequências negativas (doença ou patologia), cujas características são: produz ansiedade e/ou preocupação, reduz o rendimento, sensação desagradável ou incómoda. Pode ser a curto ou longo prazo. Também pode gerar problemas mentais e físicos.

Por vezes, durante um curto período de tempo, o stress pode ser útil na realização de uma tarefa
Componentes do stress
O stress surge como resposta que o corpo produz face uma mudança. Neste sentido, podemos falar de que se gera uma alteração da homeostase, desencadeando uma série de reações fisiológicas dentro do nosso organismo, permitindo-lhe confrontar com garantias e sair bem de uma situação de stress, em caso de um risco iminente.
O stress é, afinal, uma tensão exercida sobre um organismo, obrigando-o a mudar e a adaptar-se de acordo com as condições
Estes são quaisquer eventos nas nossas vidas que geram ou podem criar uma reação física, mental ou emocional. Exemplos: perda do trabalho, pagar faturas, acidente de carro… Todas estas circunstâncias vão provocar uma resposta ao stress a nível mental e físico, onde a maior parte dos casos, será em detrimento da nossa sensação de bem-estar.
Stress e sistema nervoso
O sistema nervoso pode ser considerado como um sistema com funções somáticas (voluntárias) ou autónomas (involuntárias). O primeiro é responsável pela ativação dos músculos esqueléticos, enquanto que o segundo é o que controla as ações involuntárias, tais como o ritmo cardíaco. Portanto, será precisamente o sistema simpático o que governará numa situação de stress por oposição ao autónomo.

Pontualmente, este procedimento, é o que nos permite sobreviver quando nos cruzamos com alguma situação de perigo e nos faz reagir quase de imediato (escapar, saltar, sprintar…)
O problema deste esquema de funcionamento surge no momento em que o nosso sistema simpático, por um excesso de stress, prevalece sobre o sistema autónomo e por assim dizer, mantemo-nos sempre em alerta, algo totalmente contraproducente para a nossa saúde. O stress como patologia é determinado pela memória, prevemos a realidade, mantemos o corpo num estado de simpaticotonia.
Principais causas que dão origem ao stress
- Dano/perda: danos que já ocorreram.
- Ameaça: dano ou perda que não aconteceu mas é possível.
- Desafio: as dificuldades impedem uma conquista.
Há variáveis que fazem com que isto se altere, as emoções, que são formas de adaptação ao stress: raiva, medo, culpa, tristeza, alívio.…
Como reagimos ao stress?
Quando somos confrontados com uma ameaça que pode envolver esforços invulgares, mentais ou físicos, e na preparação para possíveis lesões ou angústia emocional, o corpo tem mecanismos instintivos para se preparar e garantir que estamos no melhor estado possível para combater o problema e sobreviver.
Estas alterações envolvem o cérebro, o sistema nervoso, a circulação do sangue e os músculos, bem como atitudes mentais e emocionais que funcionam de forma diferente do normal.
- Sensação de mais energia
- “Desperto por completo”
- Clareza mental, capacidade de concentração ao máximo detalhe
- Sensação de conseguir solucionar o problema
- Máxima consciência das necessidades corporais: sede, fome, fadiga, segurança
- Necessidade de agir, não ficar parado
- Máxima concentração sobre a situação
- Canalizar o pensamento sobre o que é preciso ser feito e não no que poderia acontecer
Resposta ao stress
Este processo prepara o corpo para combater ou fugir de uma ameaça (conhecido como resposta de luta ou fuga).
- Captação do estímulo (stress) através dos nossos sentidos
- O nosso cérebro processa a informação (estímulo) e cataloga-a como um risco ou ameaça
- O corpo permanece ativo ou excitado até que a ameaça termine
- Uma vez superada a ameaça, o corpo regressa ao estado anterior da deteção

Que mudanças ocorrem no corpo quando estamos sob stress?
Ao detetar a origem da ameaça por parte dos nossos sentidos, é enviado o sinal para a amígdala, uma área do cérebro que se encarrega do processamento emocional, onde se interpretam as imagens e sons. Se o perigo for percebido, avisa-se instantaneamente o hipotálamo (é enviado o “sinal de socorro”). O hipotálamo comunica com o resto do corpo através do sistema nervoso autónomo. Também ativa o sistema simpático enviando sinais que afetam as glândulas adrenais. Este órgão encarrega-se de libertar determinadas hormonas para a corrente sanguínea, tais como a epinefrina.

Todas estas mudanças ocorrem a tal velocidade, que a pessoa não é capaz de perceber e processar completamente a nível visual a ameaça ou risco que tem à frente.
Uma vez que circulem no sangue terá lugar uma série de mudanças fisiológicas:
- O coração começa a bombear a um ritmo superior ao normal, aumentando o fluxo sanguíneo para os músculos (aumenta a força muscular), coração e outros órgãos vitais.
- O pulso e a pressão sanguínea vão ficar elevados
- A frequência da respiração aumentará, abrindo-se as vias respiratórias (dilatação dos bronquíolos) e a receber mais oxigénio a cada respiração.
- O oxigénio extra é recebido pelo cérebro, aumentando o estado de alerta.
- Os sentidos ficam apurados
- As endorfinas são libertadas para que sintamos menos dor, a digestão para, a saliva deixa de fluir e os músculos da bexiga relaxam.
- Os vasos sanguíneos da pele contraem-se para produzir menos hemorragias em caso de lesão.
- Os substratos energéticos são libertados no sangue (ácidos gordos, glicose) para fornecer energia a todas as partes do corpo.

Cortisol e stress
À medida que a libertação de epinefrina diminui, o hipotálamo desencadeia outro componente da resposta ao stress, conhecido como Eixo hipotalámo-hipófise-adrenal (Eixo HHA). Isto interliga o hipotálamo, a glândula pituitária e as glândulas adrenais. Isto mantém o sistema simpático ativado. Se o cérebro continuar a detetar ameaça, o hipotálamo liberta Hormona libertadora de adrenocorticotrópicos (CRH) que viaja até à glândula pituitária, libertando hormona adrenocorticotrópica (ACTH), a que se encarrega de libertar cortisol.

O corpo permanece assim acelerado e em alerta. Quando a ameaça passa, os níveis de cortisol caem,e é novamente (se correr tudo bem) o sistema nervoso parassimpático, o que amortece a resposta ao stress, e volta a “estar no comando”.
O cortisol envia um sinal ao fígado para produzir mais glicose e libertá-la na corrente sanguínea. Também vai bloquear os recetores de insulina dos órgãos não relacionados com a resposta ao stress (luta ou fuga). Também pode obter energia a partir de proteínas (aminoácidos) em glicogénio e começar com o armazenamento de gordura em antecipação e se necessário para a sobrevivência (mais uma vez … para lutar e fugir). O corpo pode tornar-se resistente à insulina.
Como é que o stress afeta o cérebro?
A amígdala não é apenas a primeira a alertar-nos para o risco potencial de ameaça, mas é também responsável por armazenar a experiência na nossa memória. Qualquer situação stressante que implique tomar a decisão de lutar ou fugir será registada no nosso cérebro, de modo que, embora possa parecer ilógico, possa parecer ilógico, imaginar a possível situação ou recordá-la, pode fazer como que todo o processo anteriormente descrito se volte a iniciar.

A resposta ao stress pode ser iniciada por uma ameaça percebida ou por uma ameaça real. A ameaça nem sequer tem de ser real para que isto comece. Uma ameaça imaginária pode iniciar uma resposta física.
Efeitos do stress crónico
Quando o stress deixa de ser um acontecimento pontual para se tornar algo constante praticamente todos os dias, produz-se uma série de alterações a todos os níveis dentro do organismo, de modo que o nosso organismo não consegue regressar a um estado de homeostase, reduzindo substancialmente o nosso bem-estar e afetando mesmo a nossa vida profissional, académica ou social:
No Plano Cognitivo
- Problemas de memória
- Falta de concentração
- Dificuldade para tomar decisões
- Negativismo
- Preocupação constante

No Plano Emocional
- Irritabilidade
- Mau humor
- Dificuldade para te relaxares
- Sentimento de solidão
- Depressão

No Plano Físico
- Dor de peito, palpitações
- Constipações frequentes
- Dor de estômago
- Desconforto e dor no geral

No Plano do Comportamento
- Perda/Aumento do apetite
- Falta de sono/Dormir em excesso
- Isolamento social
- Uso do álcool, nicotina ou drogas para o relaxamento
- Hábitos nervosos (tics nos olhos, roer as unhas, …)

Dicas para gerir o stress

- Afasta-te das situações stressantes: mesmo que apenas por um curto período de tempo. É bom apanhar um pouco de ar e acalmar.
- Aprende a relaxar: os exercícios de meditação e respiração são uma maneira eficaz de reduzir o stress.
- Evita as reações a situações extremas.
- Dorme o suficiente: dormir as sete ou oito horas para um bom funcionamento do teu organismo ao longo do dia. A falta de sono só pode agravar cada pequena coisa, pelo que é importante ter uma boa noite de sono para ajudar a minimizar os níveis de stress.
- Fazer algo pelos outros: ajudar os outros vai ajudar-te a libertar a mente, e as situações stressantes que podes estar a enfrentar.
- Não te deixes sobrecarregar: tentar ver as tarefas e os contratempos como desafios que te permitam crescer, e não como situações ameaçadoras.
- Encontrar um passatempo ou desporto: ler, ir ao cinema, fazer desporto, ouvir música…
- Focar os pensamentos: não pensar em muitas coisas ao mesmo tempo.
- Quando uma tarefa não avança: realiza outra tarefa ou faz uma pausa, não te ofusques.
- Às vezes é bom ser um pouco egoísta: as vezes é importante dizer “NÃO”. É impossível agradar a todos.
- Adotar um estilo de vida saudável: fazer uma dieta saudável, evitar a cafeína, a nicotina e o álcool.
- Trata de um assunto de cada vez.
- Fazer o trabalho mais difícil primeiro.
- Gere o tempo.
- Tentar ver as coisas de forma diferente, desenvolver um estilo de pensamento positivo.
- Aceitar as coisas que não podes mudar.
- Evitar os conflitos desnecessários.
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