Intolerância à Lactose: Melhora-a com Enzimas de Lactase!

Intolerância à Lactose: Melhora-a com Enzimas de Lactase!

Neste post vamos falar da lactose, uma molécula que a muitas pessoas “não cai bem” devido uma certa intolerância.

O que é a lactose?

A lactose é um dissacárido, a união de dois monossacáridos (galactose+glucose) mediante uma ligação glucossídico β-1,4, isto é, é um açúcar presente unicamente no leite dos mamíferos e, de forma excecional, em quantidades reduzidas em plantas exóticas que não formam parte do ambiente das sociedades desenvolvidas. Pelo que:

A lactose é o açúcar do leite.

Estructura lactose

Estrutura química da galactose e da glucose.

Qual é a sua função?

A lactose por si mesma não tem uma função, é simplesmente um componente do leite naturalmente produzida pelos mamíferos lactantes.

Depois de absorvidos os seus monossacáridos, cumprem então várias funções:

  • Glucose: Principalmente função energética e reguladora de forma secundária.
  • Galactose: Função energética e plástica.

A galactose é um substrato básico necessário para a biosíntese de várias moléculas no organismo. É um constituinte importante de:

  • Polissacáridos complexos, que são parte dos glucoconjugados das células.
  • Elementos chave dos determinantes imunitários.
  • Hormonas.
  • Estruturas da membrana celular.
  • Lectinas endógenas.
  • Outras glucoproteínas.
  • Galactolípidos, elementos estruturais importantes do sistema nervoso central.

Flynn (2016).

Podemos dizer que as funções da lactose são as atribuidas à galactose, já que a glucose se encontra amplamente presente em numerosos alimentos hidrocarbonados disponíveis nas dietas habituais de toda a gente.

Como se digere a lactose?

A lactose é um dissacárido; estas estruturas não têm capacidade de cruzar as barreiras do nosso intestino, para isso têm que se simplificar nos monossacáridos que o compõem, neste caso glucose+galactose, e necessitamos de algo que quebre a ligação glucossídica para o libertar.

A responsável é a lactase (β-galactosidase).

Hidrolise lactose

Representação gráfica da hidrólise e absorção intestinal da lactose.

A lactase expressa-se nas microvelosidades do pente intestinal, especialmente na parte central do jejuno, num complexo lactase-floricina hidrolase, que além disso pode hidrolisar outros carbohidratos da dieta.

Tanto a glucose como a galactose se absorvem pelo mesmo tipo de (co-)transportadores dependentes de sódio, os SGLT-1. Podes ler mais ao respeito aqui.

Depois de absorvidos, passam para o sangue onde já se podem utilizar para as funções anteriormente descritas.

Por que motivo existe a intolerância à lactose?

A lactose apresenta uma característica diferenciadora:

Quando nascemos, somos capazes de a digerir completa e perfeitamente (salvo casos de alactasia congénita), já que o leite materno, que contém lactose, é o nosso principal sustento nutricional.

Depois de ultrapassar o período de lactância a capacidade de digerir a lactose tende a diminuir significativamente em muitas pessoas (com maior ou menor prevalência em função da localização geográfica).

Fenotipos

Fenótipos de (in-)tolerância à lactose.

Uma pessoa que não tolera bem o consumo de lactose tem intolerância à lactose.

O que fazer se sou intolerante?

Cuidar da tua alimentação e manter um estilo de vida saudável.

A intolerância à lactose não é uma condição grave, nem precisa de uma preocupação excessiva.

Pode condicionar levemente o teu estilo de vida ao te impedire ou limitare o consumo de alimentos lácteos (especialmente em refeições sociais), mas tudo é adaptável e tens complementos alimentares de lactase que te vão ajudar a fazer face a estes momentos pontuais.

Quais são os alimentos que contêm lactose?

AlimentoConteúdo de lactose (g por 100g)
Leite de vaca4,7
Leite de cabra4,6
Leite humano7,2
ManteigaVestígios
Natas2,0 – 3,2
Queijo (maioria)Vestígios
Queijo Cottage1,4
Iogurte3,2 – 4,8

Williams (2003).

Alimentos lactose

Alimentos com lactose.

Que alimentos posso comer se sou intolerante?

Todos, salvo os lácteos.

Inclusivamente podes chegar a consumir lácteos em função do grau de intolerância que apresentes, como vimos, normalmente quantidades de até 5g de lactose (o equivalente a 100ml de leite ou aproximadamente um iogurte) são toleradas por intolerantes leves a moderados à lactose.

O resto dos alimentos que não são leite ou derivados podem ser consumidos sem interferências negativas com essa condição.

Como posso saber se sou intolerante à lactose?

Sintomas da intolerância à lactose

A maioria dos sintomas da intolerância à lactose limitam-se ao plano digestivo, entre os quais se destacam:

SintomaFrequência
Dor abdominal100%
Distensão intestinal100%
Sons intestinais100%
Flatulências100%
Diarreia70%
Prisão de Ventre30%
Náuseas78%
Vómitos78%

Ainda assim, também existem sintomas sistémicos associados ao consumo de lactose em intolerantes, de patogénese desconhecida:

SintomaFrequência
Dor de cabeça86%
Perda da concentração82%
Fadiga63%
Dor muscular71%
Dor / Rigidez articular71%
Úlceras bucais30%
Aumento da frequência urinária<20%

Existem principalmente 4 provas clínicas para detetar a intolerância à lactose.

Sim, vou responder à tua pergunta:

Não, os sintomas depois do consumo de leite não são um método fiável para determinar a intolerância à lactose, já que há vários fatores que podem levar a estes sintomas que não são devidos à lactose de por si.

Método 1 – Teste de Tolerância à lactose

Caracteriza-se por ser um método antigo, pouco específico e pouco sensível, com muita possibilidade de falsos positivos e negativos.

Consiste em administrar 50g de lactose, e depois de 30 minutos fazer uma punção capilar para medir a glicemia (concentração de glucose no sangue), que deve fazer aumentado 20mg/100mL com respeito à concentração prévia ao consumo de lactose.

Isto é o mesmo que matar moscas com uma pistola: apesar do seu baixo preço e ampla disponibilidade, é um teste completamente obsoleto que já não se utiliza na prática clínica.

Método 2 – Teste Hidrogénio Espirado

Caracteriza-se por ser o gold-standard, isto é, a prova que atualmente mais fiável e válida.

É moderadamente possível que apresente falsos positivos e negativos.

Como a lactose não se digere, chega até ao cólon onde fermenta, gera gases, especialmente hidrogénio; parte deste metano é eliminado por via respiratória (outra parte é a fonte das flatulências).

Mede-se várias vezes a quantidade de hidrogénio espirado depois do consumo de lactose, descreve uma curva e se esta aumenta significativamente, é um sinal de intolerância à lactose.

Curva hidrogenio

Curva de Hidrogénio negativa (esquerda) e positiva (direita) à intolerância à lactose.

É um teste de diagnóstico fiável, pouco invasivo e bastante acessível (barato). As minhas dieses.

Método 3 – Teste Genético

Em si mesmo é pouco útil, mas resulta um complemento excelente para determinar a causa (primária/secundária) de intolerância.

Uma intolerância secundária pode ocorrer por SIBO, doença de Crohn, Rotavírus e outras infeções, consumo de certos antibióticos, etc. Se se corrige esta causa, normalmente volta a capacidade de digerir a lactose, é uma “intolerância falsa”.

Quando a intolerância é primária (“real”) certos genes apresentam uma grande especificidade para o diagnóstico da intolerância. A intolerância à lactose vem “programada de fábrica”, se possuis os alelos C/C (genótipo selvagem) do SNP C/T-13910 (rs4988235), calhou-te sofrer intolerância à lactose.

Teste genetico

Configuração genotípica de 2 SNPs do gene LCT com fenótipo de persistência e não persistência de lactase.

Os genótipos mutantes C/T e T/T são fenótipos de persistência da atividade da lactase, e toleram bem a lactose.

Cromossomas

SNPs mais importantes que codificam a atividade da lactase na região 2q.21-22 LCT.

Em função da etnia, devem-se avaliar outros polimorfismos que são mais específicos, o citado anteriormente é o codificador da atividade da população caucasiana.

Tem problemas: é mais caro, e a disponibilidade é menor, e mesmo que o diagnóstico genético cada vez esteja mais disponibilizado, não contamos com ferramentas amplamente distribuídas para determinar o genótipo, especialmente dos SNPs de outras etnias não caucasianas.

Método 4 – Medição da atividade da lactase no pente intestinal

Não me vou alongar, porque quase não se usa clinicamente e é mais aplicável à investigação.

Consiste em fazer uma biópsia intestinal para extrair um pedaço de enterócito e avaliar diretamente a atividade da lactase que expressa.

Tem muitos problemas: é invasivo, doloroso, caro e a expressão da lactase não é uniforme no intestino, pelo que é fácil sobre-/infra-avaliar a atividade da lactase.

O que se passa se bebo leite e sou intolerante à lactose?

Mesmo assim, a maioria dos indivíduos intolerantes à lactose podem utilizar pequenas quantidades (em redor de 5g = 100ml de leite) sem efeitos adversos significativos, já que a intolerância à lactose se caracteriza por um défice da enzima lactase, não por uma ausência total da mesma (alactasia).

Intolerancia lactosa

Dor de estômago por beber leite numa pessoa intolerante à lactose.

O que é o leite sem lactose?

O leite sem lactose, em Espanha, é normalmente leite normal ao que se adiciona Lactase.

Leite sem lactose

Se bem que existem leites legítimos sem lactose, são escassos e muito mais caros.

Isto acontece porque não existe uma normativa que regule as declarações de “conteúdo reduzido em lactose” / “sem lactose”, pelo que as empresas regulam os limites para utilizar estas denominações de acordo com o seu próprio interesse.

A AECOSAN (Agência Espanhola de Consumo, Segurança Alimentar e Nutrição) estabeleceu uns limites de determinação provisórios para as denominações relativas ao conteúdo em lactose dos alimentos:

  • Produtos alimentares “Sem lactose”: são aqueles que acreditem ausência de lactose seguindo as análises mais sensíveis ao estado atual da ciência. Isto é, inferior a 0,01% de lactose.
  • Produtos alimentares “Baixo teor em lactose”: são aqueles com conteúdos em lactose residual mensurável e que se situam geralmente abaixo de 1%

No entanto, isto é uma proposta prévia à elaboração de um anteprojeto de lei que possa estabelecer uma diretiva por iniciativa do Comité Europeu.

Isto é, estas recomendações não são vinculativas nem de cumprimento obrigatório em qualquer caso.

Intolerância, indigestão, má absorção

Estes 3 termos estão relacionados e utilizam-se de forma indistinta, incorretamente.

Todo o desenvolvimento deste quadro pseudo-patogénico começa com a mesma condição:

A hipolactasia, qualquer deficiência da enzima lactase.

Isto desenvolve-se pela não-persistência da lactase, uma condição genética considerada como configuração selvagem “wild-type”, já que a maioria dos individuos apresenta uma atividade reduzida da lactase na membrana apical do jejuno depois de cessar a lactância.

Numa minoria de humanos, a alta atividade lactásica mantém-se durante toda a fase adulta (fenótipo de persistência à lactase, genótipo mutante).

Esta condição de deficiência da enzima que hidrolisa (quebra) a lactose leva à indigestão da lactose, que é a digestão deficiente deste açúcar por deficiências na atividade da lactase.

A indigestão da lactose leva à má absorção da lactose, já que a lactose não pode ser absorvida na forma indigerida (Glucose+Galactose) juntas.

Isto leva ao desenvolvimento de intolerância à lactose, que é a condição associada aos sintomas gastrointestinais devidos à má absorção da lactose por fermentação bacteriana do açúcar no cólon (no final do trajeto intestinal).

Metabolismo intestinal lactose

Metabolismo intestinal da lactose num indivíduo com intolerância.

Qual é o tratamento da intolerância à lactose?

Não existe uma cura para a intolerância à lactose, o único tratamento eficaz a 100% é evitar os lácteos.

Outras estratégias possíveis, propostas como úteis são:

  • Utilizar lactase como complemento alimentar juntamente com a ingestão de lactose.
  • Utilizar probióticos do género Bificobacterium e Lactobacillus, já que determinadas estirpes têm atividade lactásica e colonizam o intestino, podem induzir certa atividade endógena.

Cepas

Atividade lactásica de diferentes estirpes de bactérias.

Este é o motivo pelo qual muitas vezes vais escutar que o Iogurte não contém lactose.

Não é verdade, tem lactose. O que acontece é que graças à adição de fermentos lácticos para o seu desenvolvimento, apresenta uma atividade lactásica própria, derivada dos microorganismos que contém, que contribui para a digestão da sua lactose.

Iogurte

Por isso os lácteos fermentados consideram-se de boa tolerância por intolerantes a este açúcar.

Que função tem a lactase?

A lactase cumpre a função de catalisar (assistir) o processo de hidrólise do laço glicossídico que une as moléculas de glucose e galactose.

Como a lactose não digerida não pode ser absorvida nas paredes intestinais, a deficiência (hipo-) ou ausência (a-) de lactase produz os clássicos sintomas da intolerância à lactose.

Administrar lactase de forma exógena (mediante medicamentos ou complementos alimentares) é uma forma excelente de assistir a (em muitas ocasiões) limitada atividade lactásica endógena.

Onde está a lactase?

A lactase é uma enzima localizada nas microvelosidades intestinais do intestino delgado, especialmente na região jejunal.

Intestino delgado

Aí é onde a maioria da lactose se digere e absorve, prevenindo a sua chegada até ao cólon, onde produz os sintomas.

A lactase localiza-se no complexo lactase-floricina hidrolase no limite do pente intestinal, localizado na membrana apical (a que está em contato com a luz intestinal) dos enterócitos (células intestinais)

Produzi-la naturalmente

Não se pode.

A atividade da lactase está codificada pela tua configuração genética própria, que apresenta genótipos mutantes dos polimorfismos que determinam como vai involucionar a tua atividade lactásica e que desde o desmame não a podes gerar por ti próprio.

Podes complementar cada ingestão de lactose que realizes com lactase: é a estratégia mais comum e mais em voga. Muito eficaz.

Uma estratégia emergente é utilizar estirpes específicas de probióticos que parece que podem colonizar o intestino e expressar atividade lactásica, dando a (falsa) sensação de aumento de atividade própria.

Quando os microorganismos morrem, voltamos à condição inicial, mas o consumo crónico de fermentos bacterianos com estas características é muito prometedor.

Como aliviar os sintomas de Intolerância à Lactose?

Não acreditas?

Fica atento, porque 19 anos depois (depois de muitos estudos que mostraram a eficácia da lactase desta procedência) Portincasa et al. (2008) desenharam um estudo muito interessante: utilizaram nada menos que 134 indivíduos saudáveis com má absorção de lactose.

Além de medir o hidrogénio que expulsavam, usaram vários testes para avaliar os sintomas que apresentavam depois de ingerir meio litro de leite gordo sem administrar lactase; e depois administrar uma dose reduzida (6750 Unidades de lactase) e uma dose normal (11250 Unidades de lactase) procedente de Aspergillus Oryzae.

Grafico 2

A relação de sintomas entre grupo ao qual não foi administrada lactase (placebo) e ao qual se administrou uma dose reduzida (Tilactase 6750); e ao que se lhe administrou uma dose normal (Tilactase 11250). À esquerda “inchaço” (Blotaing) e à direita “dor abdominal” (Abdominal Pain); em cima avaliações dos testes (no diagrama de pontos), e em baixo (área sob a curva dos relatórios no diagrama de barras). (Portincasa et al., 2008)

Os resultados foram dramáticos…

Obviamente existia um significado (nível de confiança) quase-perfeito (P <0.001) na redução da produção de hidrogénio entre o grupo placebo (ao que não foi dada lactase) e o grupo experimental (ao que lhe foi dada lactase).

Os resultados sobre a redução dos sintomas associados à má absorção de lactose falam por si mesmos: os indivíduos mostraram reduções significativas nos sintomas de inchaço e dor abdominal depois de administrar inclusivamente doses reduzidas de lactase extraída de Aspergillus Oryzae

Quanto tempo demoram a desaparecer os sintomas?

No preciso momento que se cessa o consumo de lácteos, os sintomas desaparecem, já que as manifestações de mal-estar são agudas. Se não se consome lactose, não há incómodos.

No caso da utilização de lactase, esta atua aproximadamente 15 minutos após ingestão, fazendo efeito até 1 hora / 1 hora 30 minutos depois, evitando os sintomas.

Mediante o consumo de fermentos bacterianos, o tempo necessário para ver um efeito significativo ainda não foi observado de forma clara entre humanos, mas presumivelmente precisa-de em redor a 3-4 semanas de utilização de doses efetivas da estirpe concreta que apresenta atividade lactásica para que colonize o intestino.

Lactase para aliviar os sintomas

Os seus efeitos diminuem paulatinamente até desaparecer se se deixar de utilizar.

Suplementação com Lactase

Há diferenças funcionais entre a lactase endógena que os mamíferos sintetizam e aquela que obtemos de levaduras, fungos e bactérias, como a Saccharomyces lactis, Kluyveromyces fragilis, o Aspergillus Niger ou o Aspergillus Oryzae.

Os preparados comerciais de complexos enzimáticos destinados a hidrolisar a lactose que utilizamos nos produtos da marca HSN apresentam os patenteados Digezyme o Tolerase. Faz click aqui para conhecer mais sobre o complexo Enzimático Digezyme.

Porquê Aspergillus Oryzae?

Porque é uma grande fonte para obtenção de lactase e que demonstrou uma grande eficácia

Tal como se reflete numa ampla variedade de ensaios clínicos e que não compromete as propriedades do leite, como faz o Saccharomyces Lactis ou o Aspergillus Niger, que alteram consideravelmente o doce do produto e precisam de maceração de pelo menos 24 horas no meio para poder hidrolisar a lactose (DiPalma & Collins, 1989).

Estos autores utilizaram 10 indivíduos saudáveis que sofriam de má absorção de lactose para ver que quantidade de hidrogénio expulsavam (quando se lhes submetia a uma prova para a sua medição).

Neste ensaio foi administrado:

  • 50g de lactose sem lactase;
  • 250mg e 500mg de lactase procedente de Aspergillus Oryzae.

Grafico

Quantidade de hidrogénio expulso pelos indivíduosos numa experiência destinada à sua medição após uma primeira prova sem administrar lactase (B-1), uma segunda experiência dias depois (B-2) e duas provas, administrando 250mg de lactase (L-250) e 500mg de lactase (L-500) (Dipalma & Collins, 1989)

As conclusões foram claras: a quantidade de hidrogénio que emitiam os indivíduosos que apresentavam má absorção à lactose após a administração de 250mg de lactase procedente de Aspergillus Oryzae era significativamente menor.

Além disso, quando se lhes administrava 500mg ainda era menor. O que quer isto dizer?

Que a lactose se digeria melhor: a taxa de absorção aumentava exponencialmente, diminuindo a fermentação dos açúcares do leite no intestino grosso e diminuindo todos os sintomas de mal-estar que gerava.

Adquire agora o Complexo de Enzimas Digestivas Digezyme 200mg da HSN.

Como se tomam os comprimidos de lactase?

Depende da fonte da qual se obtenha.

De forma geral, devem-se seguir as indicações do modo de utilização recomendado que vem no rótulo do produto:

Lactase info nutricional

Atualmente, praticamente todos os complementos alimentares de lactase comercializados exercem um efeito agudo (de duração aproximada de 1h) e não necessitam maceração prévia no meio (leite ou derivados).

Por isso, Lactase 500mg da HSN deve-se tomar 15 minutos antes da refeição que contenha lactose, e deve-se voltar a tomar em caso de se realizar outra refeição, ainda que seja próxima daquela no mesmo dia.

Proteínas para a digestão da lactose

Todas as virtudes desta enzima podes encontrar em produtos de procedência láctea, como:

Conclusões

A lactose é o açúcar do leite e seus derivados.

O leite, como qualquer outro alimento, não é obrigatório (salvo na amamentação, onde também há substitutos), ainda que constitui um alimento completo e de alto interesse nutritivo.

Perder-se as propriedades dos lácteos por misticismo ou “porque somos a única espécie de mamíferos que continua a beber leite depois da amamentação” é um reflexo de autêntica ignorância.

Se somos assim é porque evoluímos e nos adaptámos à exposição ambiental, incluíndo o consumo de lácteos depois da lactância.

Se és intolerante à lactose podes complementar as tuas ingestões com lactase, mas é preferível que o deixasses para momentos pontuais e, em geral, evita os lácteos a partir de quantidades que te gerem incómodos.

Tolerancia

Tolerância, intolerância e expressão mista em indivíduos intolerantes e em doses únicas ou divididas.

Referências bibliográficas

  1. Corgneau, M., Scher, J., Ritie-Pertusa, L., Le, D. t. l., Petit, J., Nikolova, Y., … Gaiani, C. (2017). Recent advances on lactose intolerance: Tolerance thresholds and currently available answers. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 57(15), 3344–3356.
  2. Fassio, F., Facioni, M. S., & Guagnini, F. (2018). Lactose maldigestion, malabsorption, and intolerance: a comprehensive review with a focus on current management and future perspectives. Nutrients, 10(11).
  3. Flynn, A. (2016). Nutrition and Health: Galactosemia. In Reference Module in Food Science.
  4. Ghoshal, U. C. (2016). Overview of hydrogen breath tests in gastroenterology practice. In Evaluation of Gastrointestinal Motility and its Disorders (pp. 87–94).
  5. Szilagyi, A., & Ishayek, N. (2018). Lactose intolerance, dairy avoidance, and treatment options. Nutrients, 10(12).
  6. Ugidos-Rodríguez, S., Matallana-González, M. C., & Sánchez-Mata, M. C. (2018). Lactose malabsorption and intolerance: a review. Food and Function, 9(8), 4056–4068.
  7. Williams, C. A. (2003). Encyclopedia of food sciences and nutrition. In B. Caballero (Ed.), Encyclopedia of Food Sciences and Nutrition (Second Edition, pp. 2843–2846).

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Sobre Alfredo Valdés
Alfredo Valdés
Especialista e treino de fisiopatologia metabólica e nos efeitos biomoleculares da alimentação e o exercício físico, com os seus artigos, vai levar-te no complexo mundo da nutrição desportiva e clínica, de forma simples e desde uma perspectiva crítica.
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