Diabetes: Tudo o que Deves Saber

Diabetes: Tudo o que Deves Saber

Dia 14 de Novembro celebra-se o dia internacional da Diabetes, uma das doenças mais comuns do século XXI, onde a causa principal é a má alimentação.

O que é a diabetes?

A diabetes mellitus é um grupo de transtornos metabólicos de carácter crónico caracterizados por um elemento comum, a hiperglicemia, como consequência de uma alteração na secreção e/ou ação da insulina, que afeta também o metabolismo do resto dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas.

É uma das principais causas de morbi-mortalidade das sociedades desenvolvidas ou em vias de desenvolvimento.

Como todos sabemos, os hidratos de carbono transformam-se no organismo em glucose, com o propósito de ser assimilados pelo corpo e ser usada como energia.

Mas as pessoas que têm diabetes são caracterizadas por não poder assimilar essa glucose que circula no sangue.

O que é a diabetes

Dependendo da causa, isso vai indicar o tipo de diabetes que padecemos.

  • Quando uma pessoa ingere hidratos de carbono numa refeição, o organismo vai metabolizá-los e transformá-los em glicose.
  • Esta glicose viaja pelo sangue.
  • O corpo deteta-o «indicando» ao pâncreas que deve gerar insulina.
  • Digamos que a insulina é a chave que «abre» as células para que se possa captar a glicose circulante no sangue e assim poder usá-la como energia

Quando há problemas na assimilação da glicose e esta é acumulada no sangue, diz-se que a pessoa padece Diabetes Mellitus.

Diz-se que diabetes significa «sifão«, devido à grande quantidade de urina que se micciona (o organismo, ao não poder assimilá-la, deve assim eliminá-la) e mellitus que significa «mel«, devido ao doce da urina do paciente que a padece.

Qual é a causa da diabetes

Para que se desenvolva uma doença auto-imunitária é necessário que se produzam 3 conceitos:

  • Predisposição genética: ainda que as doenças auto-imunitárias não são doenças genéticas, é necessária uma predisposição genética para que se desenvolvam.
Isto significa que certas combinações de genes conduzem a um maior risco de desenvolver uma doença auto-imunitária que outras, mas não apenas por ter esta predisposição vais ter uma doença auto-imunitária.
  • Fator ambiental: para que essa predisposição genética seja ativada, deve existir um fator desencadeador externo que cause a reação auto-imunitária, como podem ser as infeções, vacinas ou imunizações, as alterações hormonais, o tabaco ou o stress, entre outros.
  • Intestino permeável: aqui está, do meu ponto de vista, a chave do problema, porque ter o intestino permeável ou não depende, quase exclusivamente, da alimentação tenha cada um.

Pensemos no revestimento do nosso trato digestivo como se de uma rede de pequenos buracos se tratasse, os quais apenas permitem que determinadas substâncias passem através deles, é a barreira que mantém afastadas as partículas maiores que podem danificar o nosso sistema.

Se temos o intestino permeável, pode «coar-se» uma proteína grande (não um aminoácido, que é o que se espera) e o sistema imunitário vai criar anti-corpos para a destruír.

O problema é que pela predisposição genética, o nosso sistema pode enganar essa proteína com células do nosso organismo (têm semlhante composição) daí que se ataque partes do próprio corpo e, no meu caso, às células beta do pâncreas.

Sintomas prévios

Existem uma série de «advertências» que nos podem indicar que sofremos de diabetes.

Entre estes, encontram-se:

  • Aumento da sede.
  • Perda de peso repentina.
  • Perda de visão.
  • Fadiga e/ou debilidade.

Sintomas da diabetes

Sintomas da diabetes.

Vou contar o meu caso: no início de dezembro de 2016, comecei a sentir-me mais cansado do que era normal.

Mas isso é algo que nunca tive em consideração.

Tudo depende da intensidade com que se treine, o descanso que se tenha, quanto, quando e como nos alimentemos e, sobretudo, do stress laboral que se tenha nesse momento, assim que a esse cansaço crónico não dei muita importância mas o que realmente achava estranho era a minha necessidade contínua de beber água.

Passaram duas de semanas nesse estado, mas a minha necessidade de me hidratar parecia não ter fim.

Bebia por volta de 7 a 8 litros de água por dia, inclusivamente depois dos jogos de pádel, nos quais costumo beber um litro de água, podia beber outro litro e meio de seguida, algo pouco habitual, e além disso tinha essa sensação de sede constante, inclusivamente depois de beber água.

O facto de se beber muita água implica ter que urinar muitas vezes, o qual, no fim de dezembro, já era bastante incómodo ter que me levantar todas as noites quatro ou cinco vezes para o fazer.

Mas isto não me faz suspeitar de nada, mas tudo começou a fazer sentido quando comecei a ver “desfocado” a certa distância. A minha visão apenas se focava corretamente a uns dois metros, e a maior distância os objetos começavam a ficar desfocados, coisa que nunca antes me tinha acontecido.

Não conseguia focar bem as matrículas dos carros nem as letras dos diferentes cartazes com os quais me cruzava diariamente, os quais lia a diferentes distâncias até então e que agora eram quase impossíveis de diferenciar.

Então comecei a preocupar-me, pelo conjunto de sintomas e, como se fosse pouco, sofri algumas infeções e feridas que não se curavam tão rápido como antes costumavam sarar.

Juntando todos os sintomas, a doença parecia clara: diabetes.

Mas eu nunca tinha ouvido falar de diabetes LADA: a diabetes 1 costumava ser diagnosticada em pessoas jovens de não mais de 30 anos e a diabetes tipo 2 não encaixava em mim.

Como se diagnostica?

Uma análise de urina pode ser suficiente para diagnosticar a diabetes.

Já que nos indica se a glicose que se excreta através da urina está ou não alterada.

No entanto, a maioria dos níveis elevados de açúcar no sangue que acompanham a diabetes, são descobertos por acaso durante um controlo de rotina.

  • Se a glicose no sangue é superior a um valor de 200 mg / dl, a diabetes pode ser diagnosticada claramente.
  • Quando os valores estão acima de 100 mg / dl , devem efetuar-se mais exames antes de diagnosticar a diabetes, analisando também como está o nível de glicose em jejum e duas horas depois de uma refeição.
Além disso, na atualidade, é suficiente com analisar os anti-corpos da insulina no sangue para comprovar se existe diabetes de tipo I ou diabetes do tipo II.

Sou diabético, e agora?

As minhas células não eram resistentes à insulina, pelo contrario, não sofro de obesidade nem abuso de uma nutrição totalmente desequilibrada; além do mais, sou tudo menos sedentário.

Mas, mesmo assim, em princípio acreditei que seria diabetes tipo 2. Com tudo isto, fui à medicina interna de uma clínica privada de Bilbau, dando os resultados da análise 289 de glicemia em jejum e PCR menor de 0,05 (isto indica a produção de insulina pelo pâncreas).

Com o diagnóstico claro (diabetes mellitus tipo LADA ou 1.5, que é o mesmo que tipo 1), transferiram-me de urgência para o endocrino, onde a médica me pôs à dieta, deu-me umas tabelas e explicou-me tudo o necessário para controlar e começar a simular que o meu pâncreas continuava a existir.

Foi o meu começo no mundo do glicómetro (medições de glicemia com punção na ponta dos dedos) e receitou-me uma insulina lenta (16 unidades) para a noite, apenas para ver como reagia e se era o suficientemente hábil para pôr a insulina e controlar a minha glicemia.

Além disso, receitou-me uma dieta com uma relação de 65% carboidratos, 15% proteína e 10% gordura. Uma dieta, de acordo com a médica, muito saudável que eu duvidei, mas que nesse momento optei por seguir.

O melhor de tudo era que tinha que comer pão, muito pão. Se não queria arroz ou massa ou leguminosas, tinha que comer um cacete de pão ao almoço e outro ao jantar. Alucinante!

Mas a pior notícia não era o de saber que a endocrina estava ancorada nas dietas «saudáveis» ricas em carboidratos exclusivamente, mas que me tirava a possibilidade de fazer desporto, porque tinha cetoacidose e era muito perigoso praticá-lo com esta situação.

Em este post explico detalhadamente o que é a cetoacidose, e que não se deve confundir com cetose.

Tipos de diabetes

Antes mais, para quem não souber, a diabetes em geral e independentemente do tipo que se tiver, é uma condição na qual a insulina não pode comunicar-se corretamente com as nossas células.

Atendendo ao tipo de diabetes que soframos, os motivos pelos quais se produz são claramente diferentes:

Diabetes tipo 1

É o próprio sistema imunitário o responsável de destruír as células beta do pâncreas responsáveis de sintetizar a insulina.

Concretamente, as ilhotas beta do pâncreas (ilhotas de langerhans) que são os encarregados de gerar a insulina, são tratados como «se fossem intrusos», com o qual ao final acaba com ditas ilhotas e deixa de gerar insulina.

Entre 5 e 10% dos casos somos deste tipo, e é uma doença auto-imunitária.

Diabetes Tipo I

Manifesta-se em indivíduos jovens (abaixo dos 40 anos) e o seu aparecimento costuma ser brusco.

Este tipo de diabetes não é associado com a obesidade, o problema radica em que o pâncreas não fabrica insulina.

Diabetes tipo 2

Os recetores das células tornam-se resistentes aos efeitos da própria insulina.

Manifiesta-se na idade adulta e está estreitamente associada com a obesidade e o excesso de peso.

Diabetes Tipo II

Representa o 85% da diabetes.

Nestes indivíduos há produção de insulina, mas esta não funciona adequadamente, na maioria dos casos, porque os lugares onde tem que atuar (recetores) não são sensíveis a ela.

Independentemente do motivo que gere uma ou outra moléstia, em ambos os casos o resultado traduz-se em elevados níveis de glicose no sangue.

Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)

Este tipo de diabetes, chamada diabetes mellitus gestacional (DMG), costuma diagnosticar-se pela primeira vez em mulheres quando ficam grávidas.

As mulheres grávidas que desenvolvem diabetes fazem-no devido a que o seu corpo não pode sintetizar nem usar a insulina necessária durante a gestação.

Normalmente a diabetes gestacional desenvolvida numa etapa avançada da gestação, portanto, o bebé já está bem formado, mesmo que continue a desenvolver-se.

Diabetes Mellitus Gestacional

Normalmente desaparece depois de dar à luz.

Não obstante, as mulheres com diabetes mellitus gestacionais devem regular os seus níveis de glicose no sangue para evitar possíveis riscos para o bebé.

Isto consegue-se por meio de uma dieta adequada, mas em muitos casos é possível que necessite injeções de insulina ou medicação oral.

Como deves tratar a diabetes?

Comprimidos

A diabetes tipo 2 pode ser tratada numa fase inicial com comprimidos que ajudem a captar a insulina que gera o pâncreas.

Mas como já tínhamos referido, se continuarmos com os maus hábitos alimentares, no fim de contas vai ser necessário insulina externa injetada (rápida, lenta e/ou mista).

Insulina injetada

Na diabetes tipo 1 não se pode usar um comprimido porque o problema não está nas células, mas sim em que não se produz suficiente insulina (ou nada) já que o produtor da mesma está praticamente destruído.

Injeção de insulina

Injeção de insulina.

Pelo que desde um princípio se vai necessitar usar insulina externa administrada em injeções antes da ingestão de cada refeição de hidratos (insulina rápida) e outra toma de insulina para controlar a glicose basal (insulina lenta).

A norma geral mais usada é que para compensar 10g de carboidratos (que eles chamam dose) se utilize uma unidade de insulina rápida, mas para começar de forma suave foi-me receitada uma unidade por cada 20g.

Glicómetros

Para saber a quantidade de glicose que temos no sangue, devemos fazer punções nos dedos e deitar uma gotinha de sangue numa fita reagente que se liga a um glicómetro.

Vai dizer-nos a quantidade de glicose que temos nesse momento no sangue (com uma pequena margem de erro) para poder controlá-la muito melhor.

Já existem medidores contínuos de glicose, os quais são subsidiados atualmente para crianças.

Glicómetro

Existem a pedido e automáticos, e cada vez mais modelos com diferentes características.

É um grande negócio já que, mesmo que não haja que usar fitas reagentes descartáveis em cada punção, temos que mudar continuamente os sensores que se colam na pele.

Bombas e selos adesivos

Existem bombas de insulina configuráveis pelo utilizador para a atividade do dia a dia, que aprendem contigo e que te administram a insulina automaticamente, mas não deixam de ser uma ajuda na administração de insulina, mas desta doença não te podes esquecer dela nem um só dia.

Os selos adesivos são algo mais futuristas e há versões beta dos mesmos que num futuro, com a nanotecnologia, farão com que sejamos totalmente inócuos.

Evoluções no tratamento

Pouco a pouco, os diagnósticos médicos vão tirando o medo das gorduras, tão mal vistas durante anos, e acolhendo com melhor cara as dietas baixas em hidratos.

Vão receitando dietas com menos de 30 a 40% de carboidratos.

Algo impensável na década passada. Mas ainda há muitos profissionais reticentes à mudança, como foi o caso da minha endocrina.

Tudo chegará e sem dúvida que as dietas baixas em hidratos serão de grande ajuda para o melhor controlo da doença até que se encontre um remédio para a mesma.

A diabetes tem cura?

De acordo com o tipo, o nosso organismo atua de uma maneira diferente, o que provoca que se pode ou não debelar:

A diabetes de tipo I não é reversível

O sistema imunitário cria uns anti-corpos para um “intruso” que, por seu lado, destroem as ilhotas geradoras de insulina.

Estes anti-corpos geram-se durante toda a vida, com o qual não há possibilidade de regenerar as ilhotas.

Quando já se destruiu em redor de 90% é quando a pessoa começa a ver presentes os sintomas da doença.

Desde um início, a pessoa que padece este tipo de doença deve usar insulina externa picadela na pele (não se pode administrar via oral porque a digestão a iria destruír), calculando em cada refeição a quantidade exata que necessita para os hidratos de carbono que se vão consumir.

A diabetes Tipo 2 pode ser revertida?

De facto, há um sem fim de exemplos e casos de pessoas que padecem de diabetes tipo 2 e que entraram em remissão graças às dietas baixas em hidratos e ao aumento de atividade física diária.

Quando se diz que se entra em remissão, refere-se que ainda se padece a doença, mas não se necessitam medicamentos para a controlar, ou seja, és uma pessoa saudável enquanto seguires a dieta baixa em hidratos.

Remissão da diabetes

O problema é que as pessoas que padecem este tipo de diabetes costumam abusar na sua dieta da ingestão de carboidratos (sobretudo doces, pão, arroz, massa, farinhas, cereais, bolos…) e retirar da dieta todos estes produtos é bastante complicado nos dias de hoje.

Increatinas

As increatinas (hormonas insulinotrópicas derivadas do intestino) têm um papel importante na regulação do equilíbrio da glicose em indivíduos saudáveis, e são responsáveis de 50 a 70% da resposta da insulina a uma refeição.

Existem dois mediadores principais da sua função:

  1. Polipéptido insulinotrópico dependente da glicose (GIP).
  2. Péptido-1 semelhante ao glucagon 1 (GLP – 1).
Em pacientes com diabetes tipo II, o efeito das increatinas está em grande medida deteriorado.

Increatinas

Como consequência, a substituição de GLP- 1 e GIP mediante administração exógena é um dos objetivos da ciência.

Portanto, não é de estranhar que o exercício físico juntamente com a administração de increatinas (com receita médica, claro), se esteja a estabelecer como o futuro da redução deste tipo de doença e da obesidade que possa estar associado a ela.

Dieta para diabéticos

A dieta mais conveniente será a restringida em carboidratos (seja moderada, baixa ou cetogénica).

Benefícios de reduzir os carboidratos

A substituição de carboidratos por proteína e gordura, inclusivamente quando falamos de alterações isocalóricas, produz:

  • Menor glicemia pós-prandial (depois de comer).
  • Menor insulinemia.
  • Menor glicemia em jejum.
  • Menos fome.

Aumentar a Proteína e Gordura

Mas não apenas de carboidratos vive o homem.

Abre-se uma janela de oportunidades para outros sinais hormonais de saciedade derivadas da PROTEÍNA e da GORDURA, como a Colecistoquinina, o GLP1 e o péptido YY.

Por isto, quando se muda para uma dieta low carb temos menos fome. Em este post refere-se tudo sobre este tipo de alimentação.

Uma ajuda: o Jejum Intermitente

O JI, ao melhorar a resistência à insulina também melhora esta situação e diminui a fome a longo prazo.

Ficamos saciados com menos comida.

Jejum intermitente

Isto desemboca em maior facilidade para a manutenção do peso perdido e das melhoras metabólicas iniciais conseguidas.

Portanto, efetivamente, uma restrição (maior ou menor) de carboidratos pode ser uma estratégia útil para manter a suficiente saúde metabólica como para evitar voltar a ser diabético tipo 2, depois de teres deixado de o ser.

Prevenção

Mesmo que não exista uma cura para a diabetes, podemos reduzir a sua incidência se tivermos presente o seguinte:

Importância do exercício físico

O efeito benéfico do exercício físico deve-se ao aumento da captação celular da glicose, e melhora a sensibilidade à insulina.

Esta ação benéfica produz-se fundamentalmente nas células musculares.

O exercício com implicação de grandes grupos musculares é o mais apropriado para aumentar a captação de glicose.

Neste caso entra em campo o treino com cargas (com halteres), sendo totalmente recomendável.

O bom de se fazer desporto é que as células não necessitam insulina para captar a glicose do sangue, o corpo «deixa entrar» a glicose porque tem maior necessidade devido à atividade física.

Produtos naturais para a diabetes

Dentro da medicina tradicional podemos encontrar remédios naturais para poder fazer face a certas patologias.

Entre estes, podemos destacar as seguintes plantas para a diabetes:

Raíz de Bardana

A bardana foi utilizado durante séculos para tratar uma série de moléstias.

Tradicionalmente foi utilizada como um “purificador do sangue” para limpar o sangue de toxinas, como diurético e como um remédio tópico para problemas da pele, tal como eczema, acne, e psoriase.

A bardana também pode desempenhar um papel útil como planta para a diabetes, em ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue, devido ao conteúdo de inulina da raíz, uma fibra natural.

A inulina diminui a velocidade de absorção dos hidratos de carbono dos alimentos ingeridos, evitando elevações bruscas do nível de glicose no sangue depois de comer.

Stévia

A Stévia vem de uma família de plantas nativas dos países da América do Sul, como Paraguai e Brasil. Também é cultivado em Israel, Japão, Coreia e China.

Extrato de Estévia da HSN

A stévia não contém açúcar nem calorias, o que o torna num grande substituto do açúcar, e utiliza-se como edulcorante natural para as pessoas com diabetes.

Devido às suas propriedades, a stévia como planta para a diabetesfoi estudada como um possível tratamento para esta patologia.

Numa publicação de uma investigação, o Georgetown University Medical Center informou que a stévia reduz significativamente a resposta do açúcar no sangue às refeições. O centro também informou que a stévia mostra uma melhoria da pressão arterial.

Se queres aprofundar ainda mais sobre a Stévia e o seu potencial antidiabético, visita este link.

Aloe Vera

A aloe vera foi utilizada durante séculos por causa das suas propriedades curativas.

Mais concretamente, a planta de aloe vera foi utilizada para o cuidado da pele, mas os seus benefícios não ficam por aqui.

Também foi utilizada com êxito para tratar a prisão de ventre e para controlar os níveis de açúcar no sangue.

O uso de aloe vera na diabetes remonta à Península Arábica, onde fui utilizada como um remédio tradicional para a diabetes.

Gymnema Silvestre

Gymnema é um arbusto originário da Índia e de África. As folhas são utilizadas com fins medicinais. Gymnema tem uma longa história de uso na medicina ayurvédica da Índia para tratar a diabetes, o síndrome metabólico, a perda de peso e da tosse.

O designação hindu, gurmar, significa “destrutor de açúcar”.

Hoje em dia, a investigação confirma que a folha de gimnema silvestre contém ácido gimnémico ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

A evidência científica sugere que a Gymnema Sylvestre pode aumentar a função do pâncreas, que pode por seu lado ter um impacto na produção de insulina e açúcar no sangue. Esta capacidade é prometedora para a gestão de uma série de condições, como a diabetes e a hipoglicemia.

Chá verde

Foi estudado a possível eficácia dos compostos de chá verde (EGCG) podem melhorar o metabolismo da glicose, aumentando a sensibilidade de insulina e com isso melhorar o metabolismo da glicose, além de melhorar a função renal e da redução do deterioro das células do pâncreas que produzem insulina.

Extrato de Chá Verde da HSN

Chá Verde em Pó da EssentialSeries.

Melão amargo (Momordica charantia)

O melão amargo é um membro da família das cucurbitáceas, e inclui-se no grupo de plantas para a diabetes.

Estas propriedades é conferida pela presença de substâncias, tal como os princípios ativos: polipéptido P, charantim e vicina.

São os componentes específicos que ajudam a controlar o açúcar no sangue.

Polipéptido-P parece produzir efeitos semelhantes à insulina, e que juntamente com a charantim e vicina para dar lugar a níveis mais baixos de açúcar no sangue, pois melhora a sensibilidade à insulina, ou seja, a captação de glicose por parte dos tecidos, no fígado e na síntese de glicogénio muscular, juntamente à inibição das enzimas implicadas na produção de glicose.

Konjac

É uma planta do género Amorphophallus, nativa do sudeste da Ásia, do Japão e da China, até ao sul da Indonésia. Contém glucomanano e mucílagos.

O glucomanano é vendido como forma de suplemento e trata-se de uma fibra solúvel que tem um efeito sequestrante (forma um gel viscoso que atrasa a absorção de lípidos e glícidos), um efeito voluminizante (aumenta a repleção do estômago e prolonga a sensação de saciedade).

Glucomanano em Pó da HSN

Glucomanano em Pó da RawSeries.

Os mucílagos conferem-lhe uma ação laxante e demulcente; indicado como coadjuvante no tratamento do excesso de peso, hiperglicemia, hiperlipemias.

Conselhos para diabéticos

Perda de Gordura

Mediante o défice de energia, de algumas das seguintes formas:

  • Reduzir a ingestão calórica total: A tradicional “dieta”: comer menos sempre.
  • Reduzir a absorção de energia: ao longo dos anos, viram a luz fármacos como o famoso Orlistat, que reduz a absorção de gordura no tubo digestivo. Os efeitos secundários destes fármacos costumam cheirar bastante mal.
  • Reduzir o apetite: temos muitas estratégias para o conseguir: realizar jejum intermitente, aumentar a quantidade de proteína, utilizar algum análogo de GLP-1 (Saxenda, Ozempic, Trulicity).
  • Perda de energia: existem fármacos com indicação em pacientes diabéticos, chamados Glifozinas, que originam uma perda urinária de glicose.
  • Aumentar o consumo energético total diário e melhorar o metabolismo: exercício em geral e exercício de força em particular.

Treino de força

O treino de força é fundamental.

Contamos-te tudo o que necessitas saber para começar a treinar força. Visita este artigo.

Controlar a glicose

O nível de glicose no sangue é um reflexo de como se metaboliza o açúcar pelo organismo.

Por este motivo, para que estes níveis se mantenham em equilíbrio é necessário:

  • Seguir uma dieta saudável;
  • Realizar exercício físico;
  • Tomar os medicamentos correspondentes ao tratamento da diabetes, prescritos pelo médico.

Dieta baixa em carbos

Dieta baixa em carbos.

Deve analisar-se o estado dos pés, já que os níveis altos de açúcar no sangue, típico da diabetes, manifestam-se especialmente nesta zona do corpo.

Maior informação para os pacientes que sofrem diabetes

Para que aprendam quais são as coisas que são boas para prevenir a diabetes e quais são os que podem desencadear um desequilíbrio, que piore a diabetes e seja prejudicial para a sua saúde.

Hoje em dia, existe suficiente informação para que as pessoas possam prevenir e tratar os sintomas da diabetes.

Cuidado com os medicamentos

Em certas ocasões, quando se sofre de diabetes, tomar uma dose demasiado elevada de medicamentos ou seguir uma dieta excessivamente radical, pode causar hipoglicemia nas pessoas que sofrem de diabetes.

Esta hipoglicemia deve ser tratada mediante a administração imediata de glicose.

O futuro da diabetes

Estamos atualmente num momento de constantes mudanças e evolução no controlo, tratamento e prevenção da diabetes.

As novas tecnologias da informação facilitam a aprendizagem em pessoas com diabetes, ajudando assim a facilitar a adesão ao tratamento e aumentando a sua qualidade de vida.

Existem numerosas aplicações móveis para melhorar o controlo da diabetes, da alimentação saudável e para controlar a atividade física,

Futuro da diabetes

Assim como redes sociais especializadas para que pacientes e profissionais partilhem experiências, informação e investigações

Além do avanço da medicina, da nanotecnologia e da engenheria genética, vislumbra mudanças a médio/longo prazo para as pessoas com diabetes, relacionados com o tratamento, da deteção prematura ou o controlo da doença.

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